Graça Morais recebe Grande Prémio da Academia de Belas Artes




Entrevista com Helena Esteves, Antena 1, 15 de Outubro 2013

por Helena Esteves/Sandra Henriques

Graça Morais recebe esta terça-feira o Grande Prémio da Academia Nacional de Belas Artes, uma distinção que foi atribuída por unanimidade e serve para destacar toda uma vida dedicada à criação artística. A pintora sublinha que tem dedicado a sua obra ao mundo que está em agitação e aproveita para criticar as políticas do Governo que atacam os mais velhos.

“É uma vergonha que se está a fazer às pessoas mais velhas, porque os mais velhos são os mais indefesos. As pessoas a partir de uma certa idade não podem procurar trabalho em lado nenhum e o que está a acontecer é tão absurdo e dramático que parece um grande pesadelo”, afirma Graça Morais.

A artista de 65 anos destaca a importância de receber o Grande Prémio da Academia Nacional de Belas Artes, que já distinguiu entre outros os pintores Júlio Pomar, Júlio Resende e Maria Keil.

“Vivemos tempos tão difíceis em que o artista é ignorado pela indiferença de poderes, que o deveriam apoiar e valorizar, e existir uma Academia Nacional de Belas Artes constituída por pessoas extraordinárias que está atenta às obras dos artistas intelectuais neste país é uma resposta luminosa a um mundo tão cheio de sombras”.

“Da terra ao mar”, uma antologia de trabalhos da pintora natural de Vieiro, Trás-os-Montes, pode ser vista até ao final de novembro no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

RTP, 15 de Outubro 2013


Graça Morais - Uma Antologia • Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho, 1970/2013


A inauguração da exposição Uma Antologia - Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho, 1970/2013, de Graça Morais, acontece no próximo dia 30 de Junho, pelas 16h00, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, dia em que comemora o seu 5º aniversário.

Às 18h00 debate sobre a obra de Graça Morais com a participação de Raquel Henriques da Silva e Jorge da Costa, com a presença da artista.



Graça Morais - Uma Antologia • Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho, 1970/2013

Alicerçada numa gramática pictórica única e inconfundível, a prática artística de Graça Morais tem evoluído, ao logo das últimas quatro décadas, em ciclos sucessivos e bem demarcados, que não só configuram a proficiência das diversas fases que compõem a sua obra, como legitimam a coerência do seu todo.

Com inequívoca expressão no contexto da arte contemporânea portuguesa a partir da década de 1980, Graça Morais desenvolveu, à margem de princípios doutrinários dominantes ou movimentos artísticos transitórios, uma linguagem muito própria, assente em múltiplas derivações formais e em sucessivas deambulações criativas, que, não raras vezes, se sobrepõem, interrompem ou combinam, “como se fossem ou pudessem ser estados de uma obra que não se aceita a si mesma, nunca como um encerramento”.

Na comemoração dos seus cinco anos de existência, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais apresenta, pela primeira vez, em todos os espaços expositivos, reunindo, numa cronologia abrangente e exaustiva, a maior mostra antológica da artista, demarcada entre os trabalhos realizados em 1970, enquanto finalista da Escola Superior de Belas Artes do Porto, e uma intervenção efémera nas paredes de uma das salas, criada especificamente para esta ocasião.

A par de um conjunto significativo de obras que nunca tinham sido expostas até ao momento, capazes de surpreender mesmo aqueles que julgam conhecer bem o trabalho de Graça Morais, integram esta antologia obras emblemáticas de séries como “O Rosto e os Frutos”, “Os Cães”, “Cabo Verde”, “As Escolhidas”, “Geografias do Sagrado”, “Deusas da Montanha”, “Olhos Azuis do Mar” ou “Sombras do Medo”.

Comissário: Jorge da Costa
Produção: Centro de Arte Contemporânea Graça Morais; Câmara Municipal de Bragança


30 de Junho a 30 de Novembro
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Rua Abílio Beça, 105
5300 – 011 Bragança
Tel. (351) 273 302 410
centro.arte@cm-braganca.pt
Horário: Terça a Domingo 10h00 / 18h30

Graça Morais distinguida com Prémio Aquisição-Pintura pela Academia Nacional de Belas Artes



A pintora Graça Morais foi distinguida com o Prémio Aquisição-Pintura 2013, atribuído pela Academia Nacional de Belas Artes, em Lisboa, revelou esta terça-feira à agência Lusa o presidente da entidade.

De acordo com António Valdemar, a artista obteve a "unanimidade do júri", presidido pelo dirigente e ainda composto pelo vice-presidente, António Marques Miguel, o secretário, João Duarte, e ainda pelos académicos Pedro Canavarro, António Inverno, Fernando Guedes e Laranjeira Santos.

Instituído pela Academia Nacional de Belas Artes em 1983, distinguiu na pintura, entre outras personalidades, Júlio Pomar, Maria Keil, Luís Filipe de Abreu, Sá Nogueira, Alice Jorge, Júlio Resende.

O prémio é atribuído anualmente com rotatividade pela pintura, escultura e arquitectura.

A Academia adquire uma obra ao artista premiado para o acervo da entidade, que ascende actualmente a cerca de trezentas peças, estimou António Valdemar.

Graça Morais, 65 anos, nasceu em Vieiro, Trás-os-Montes, e estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, e começou a expor o seu trabalho a partir dos anos 1970.

Além da pintura, fez peças para cenografia e azulejo, arte pública, tapeçarias, e a sua obra está representada em colecções públicas e privadas em Portugal e no Estrangeiro.

Foi agraciada em 1997 com o grau Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, atribuída pelo Presidente da República Jorge Sampaio.

Na escultura já foram galardoados pela Academia, os artistas Barata Feyo, Martins Correia, Laranjeira Santos, João Duarte, António Vidigal, Lagoa Henriques, e João Fragoso, e na arquitectura Nuno Teotónio Pereira, Duarte Castelo Branco, Jorge Segurado, Manuel Vicente, Gonçalo Byrne e Frederico George.

No final de Abril, a Academia atribuiu o Prémio José de Figueiredo 2013 a duas obras da área da investigação e de crítica: “Ourivesaria Portuguesa de Aparato - séculos XV e XVI”, da autoria de Nuno Vassalo e Silva, e também “Do Terreiro do Paço à Praça do Comércio – História de um espaço urbano”, com coordenação de Miguel Figueira de Faria.

Este mês, a Academia de Belas Artes vai atribuir ainda o Prémio Gustavo Cordeiro Ramos de Pintura 2013.

Lusa, 7 de Maio de 2013


Últimos dias da exposição "Os Desastres da Guerra"


Série A Caminhada do Medo II, 2011, Carvão e pastel sobre papel, 111 x 150 cm


Últimos dias da exposição Os Desastres da Guerra de Graça Morais na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. A exposição tem sido visitada por milhares de pessoas.

Momento musical às 15 horas com Pedro Caldeira Cabral seguido de uma conversa informal com a pintora Graça Morais no Domingo dia 14 de Abril, dia de fecho da exposição.


Programa do Momento Musical O Labirinto da Guitarra de Pedro Caldeira Cabral em PDF