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A Magia da Caça



Inaguração da Exposição

A Magia da Caça de Graça Morais
Pintura e Desenho
5 de Julho às 21h 30

Graça Morais – Passeio a água d’Alte, 2010. Acrílico sobre tela, 73 x 100cm. Colecção da Artista


Neste território maravilhoso a minha grande liberdade manifesta-se no
acto de criar.
Pinto o reino das metamorfoses onde as perdizes, as lebres, os cães, as
mulheres e os homens se fundem entre eles com a terra e com as plantas.
Estas pinturas e desenhos pertencem à ordem e ao caos dos ciclos da
natureza; vivem da luta e da reconciliação do Animal com o Homem.

                                                                                      Graça Morais


Como personagens de um drama antigo, presa e caçador consubstanciam num conjunto de trabalhos realizados por Graça Morais, entre 1978 e 1979, em Paris, uma inquietante análise reflexiva em torno da organização da sociedade tradicional transmontana.

Numa aparente visão poética da vida no campo, marcada pela exuberância da paleta cromática com que satura as telas, Graça Morais introduz, a partir da temática da caça, questões sobre a legitimidade de um universo pautado pela ambivalência entre a condição do homem e da mulher, indiciada pelos subtis jogos de poder e submissão, de amor e morte, e nos conduz a mundos paradoxais e inesperados.

Mais do que um mero jogo de caça e do caçador, simultaneamente mágico e cruel, o conjunto de trabalhos é entendido como uma metáfora do desejo e do poder sobre a mulher e cada tela tem implícita a denúncia “duma agressividade viril” ou de um “brutalismo machista”, que a presença de objectos como a arma de caça intensificam.

Geralmente morta, a perdiz, como a lebre, é, assim, dentro do seu sistema plural de signos, uma “espécie de Leitmotiv em tantas obras – é uma imagem de diferentes significações e de diferentes equivalências femininas; ela é vítima do jogo do macho, presa do seu prazer e de uma violência de desejo.”1

Ao conjunto de trabalhos, apresentados em finais da década de 1970, no Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, associa-se agora, passados quarenta anos, uma significativa série de trabalhos inéditos, realizados em 2010. Numa tentativa de reatar vínculos com o tema já antes tratado, é, na ausência da figura do caçador, o feminino que domina em cada tela ou desenho, seja em forma de mulher, lebre ou perdiz.

Comissário: Jorge da Costa
Produção: Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Câmara Municipal de Bragança

1 AZEVEDO, Fernando de – Graça Morais – Ainda o Mito e a Graça. Colóquio Artes. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, n.º 72, (Março de 1987), pp. 19-25.



CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA GRAÇA MORAIS
Rua Abílio Beça, nº 150
5300 – 011 Bragança - Portugal
Tel: (351) 273 302 410
centro.arte@cm-braganca.pt
www.cm-braganca.pt


'Os Desastres da Guerra' de Graça Morais na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva


Os Desastres da Guerra, pintura e desenho de Graça Morais
31 de Janeiro · 14 de Abril de 2013


Série Sombras do Medo 2012 Pastel e carvão sobre papel 111,3 x 75,8cm

 Série Sombras do Medo 2012 Pastel e Carvão sobre papel 111,3 x 75,8 cm

Sombras do Medo

Pinturas nas quais homens e mulheres se transmutam em animais.
Animais que ganham a força dos heróis.
Anjos que carregam nos seus braço seres que são resgatados do Inferno e dos desastres das guerras e das doenças.
Piètas que revelam a natureza humana numa recusa em aceitar a fatalidade da maldade sem rosto que ensombra a Terra.
Estas pinturas e desenhos são o meu grito de alerta e revolta perante um mundo que apreendo através dos jornais, das televisões e dos media e que também sinto no olhar das pessoas com quem me cruzo no meu quotidiano, numa cumplicidade de olhares, cheios de dignidade mas também de muito sofrimento.


 Série A caminhada do Medo VII 2011 Pastel e carvão s papel 102 x 152 cm

A Caminhada do Medo

Fuga do Caos e do Abismo.
São milhões de seres humanos que migram em busca de um futuro melhor. Fugidos de guerras, de genocídios, do terrorismo, de catástrofes naturais, lutando numa cruzada contra a fome, a doença, as injustiças sociais e as perseguições políticas.
É através destas pinturas que faço uma reflexão profunda sobre a resistência de mulheres e homens que procuram o seu lugar na Terra, lugar no qual recusam a fatalidade do Medo e a indignidade do Mal.


Graça Morais

· · ·

(...) O trabalho de Graça Morais trata do Tempo e do Lugar. Ela construiu a sua imagem investigando memórias e transformando realidades: a do Portugal rural que mudava e perdia o seu tempo e o seu lugar no Mundo. Através dela vimos Trás-os-Montes agarrando-se à longura do céu, à dureza do ar, à antiguidade da voz, à violência de uma beleza esquecida.

As duas séries que agora se apresentam, (…), surgem claramente como sobressalto cívico. Graça Morais reage, já não apenas a um presente que perde o seu passado mas a um presente que perde também o seu futuro. As longas e intensas cenas rurais de Graça Morais olhavam um mundo que lentamente se desagregava, eram uma acção de conservação, uma homenagem. Agora, são uma denúncia, um alerta. O tempo, aqui, é imediato e o espaço também – e ambos desabam vertiginosos sobre nós.
 E, no entanto, cada uma das imagens que ela nos atira, retoma, repete, cita rostos, gestos, cenas que ao longo da história da Arte tantos outros artistas retomaram, repetiram, citaram transformando o quotidiano em alguma coisa capaz de durar para além do instante de um grito – transformando-o em imagens, em símbolos. (...)

Há uma reinventada tradição expressionista na obra de Graça Morais que não encontra nunca tal grau de exasperação na pintura portuguesa que a precede; também não se encontra tal exasperação na literatura ou na música portuguesas. Porque procuramos o céu, se tem cores violentas? Porque erguemos um corpo, se é para ser cruxificado? Porque se exibe a carne para um sexo ritualizado? Onde nos conduzem os caretos mascarados, cornudos, demoníacos? Ou as facas de matança e as lâminas das sacholas?
(...)

Onde nos levam os corpos dobrados sobre a terra, semeando, esperando e arrancando os frutos, dobrados sobre o colo, tecendo ou debulhando, dobrados sobre os joelhos, rezando ou penando? Penso que nos transportam directamente às imagens que a artista agora trabalha: aos indignados da miséria urbana, aos que têm fome e aos que têm raiva, aos sacrificados das pequenas guerras que proliferam como doenças endémicas, às cenas sacrificiais e às cenas de piedade em que cada homem e cada mulher repete os gestos de todos os homens e mulheres de todas as cidades cercadas, queimadas, destruídas: Babilónia, Tróia, Persépolis, Cartago, Estalinegrado, Berlim, Hiroshima, Sarajevo, Bagdade, ... São gestos de morte e gestos de amor: cada um de nós, assassino; cada um de nós, figura de uma piéta.

Graça Morais usa fotografias da imprensa como fonte. (…) [Mas] Graça Morais altera escalas, espaços, gestos, posições, direcções, muda protagonistas. Faz tudo para alcançar uma verdade sua que deseja venha a ser universalmente reconhecida. [E, como sempre, são as construções ficcionadas que melhor nos trazem ao coração do real. Vejamos os casos de O 3 de Maio de 1808 em Madrid de Goya, da Guernica de Picasso ou da Execução do Imperador Maximilano, que Manet pintou em 1869. São essas pinturas que nos permitem] transcender o pessoal, o político, até o histórico, para integrar “o que aconteceu” (o facto isolado) no arco de sentidos profundos da tragédia humana.”

João Pinharanda (Excertos do texto 'Graça Morais: a Arte e o Presente' do catálogo)



Os Desastres da Guerra, pintura e desenho de Graça Morais, inaugura o ciclo de exposições temporárias do ano de 2013, na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. Comissariada por João Pinharanda, a exposição tem o apoio mecenático da Fundação EDP. A exposição inaugura no dia 31 de Janeiro de 2013 pelas 18h30 e vai estar patente ao público até 14 de Abril de 2013.

Press release
Convite
The Disasters of War, paintings and drawings by Graça Morais, at the Arpad Szenes-Vieira da Silva Foundation (English booklet)



Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva | Praça das Amoreiras, 56/58 1250-020 Lisboa | Tel.( 351) 21 388 00 44/53 | Email. fasvs@fasvs.pt
Horário: De Quarta a Domingo, das 10h00 às 18h00. Encerra Segunda, Terça-feira
e feriados.


'Sombras do Medo' - Pinturas e Desenhos de Graça Morais


Sombras do Medo

Pinturas e Desenhos de Graça Morais | Galeria Gomes Alves

Inauguração dia 21 de Setembro às 22 horas

Série “Sombras do Medo” 2012, Sépia e grafite sobre papel, 29,5 x 42 cm

Inauguração da exposição 'Sombras do Medo' de pinturas e desenhos inéditos de Graça Morais na Galeria Gomes Alves no dia 21 de Setembro, pelas 22 horas com a presença da artista. A exposição estará patente ao público até dia 7 de Novembro de 2012.

Série “Sombras do Medo” 2012, Pastel e Carvão sobre papel, 111,3 x 75,8 cm

Série “Sombras do Medo” 2012, Pastel e Carvão sobre papel, 111,3 x 75,8 cm

Série “Sombras do Medo” 2012, Pastel e Carvão sobre papel, 111,3 x 75,8 cm



Galeria Gomes Alves
Rua Gravador Molarinho, 4820-142 Guimarães, Portugal
Horário: Terça a Sábado, 10h30 às 13h00 e 15h30 às 19h30
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O Sagrado e o Profano: Graça Morais no Convento de Santo António, Loulé



Inaugura no próximo dia 14 de Julho, pelas 19h00, no Convento de Santo António, a Exposição de Pintura “O Sagrado e o Profano: Graça Morais no Convento de Santo António, Loulé”.

Esta Exposição é composta por obras que fazem parte da colecção da Fundação Paço d'Arcos.



Sophia e o Anjo, 1987
Acrílico s/papel, 153 x 122cm

Desejo através dos meus quadros ter consciência de quem sou, questionar a minha existência, afirmar a minha identidade construída através de sinais, símbolos, imagens, memórias de uma realidade que me liga ao universo.

Com a minha pintura quero construir um espaço diferente e único, onde possa defender a minha personalidade nestes tempos de grande massificação. A reflexão que faço do mundo está toda nos quadros que pinto. O quadro é um território íntimo, de magia, onde a linha e a cor, o espaço e a luz aparecem carregados de profunda espiritualidade.

Graça Morais, 17 de Julho de 2000, Folha de um Diário

Máscaras de Graça Morais

Máscaras (X), 1988
Acrílico, carvão e sanguínea sobre papel, 52 x 72cm

A artista reúne aqui, nos temas e épocas de realização deste conjunto de peças, períodos significativos do seu trabalho como pintora e como desenhadora. As obras apresentadas constituem parte igualmente significativa da colecção de arte da Fundação Paço d’Arcos. Finalmente, o lugar que as acolhe, uma Igreja associada ao antigo Convento de Santo António, em Loulé, intensifica o sentido de interrogação e perplexidade, desafio e aceitação de contrários que deu sentido ao projecto de Graça Morais no contexto da criação de cada uma destas obras.

Sendo hoje um espaço sem culto, a referida Igreja continua a repercutir, nas suas formas arquitectónicas e escassos elementos decorativos sobreviventes à voragem dos séculos, a imagem de lugar sacralizado. Face a esta força primordial do espaço tudo nos conduziu para que, no contexto da vasta quantidade de obra de Graça Morais integrada na Colecção Paço d’Arcos, escolhêssemos um número vasto mas coeso de peças, cuja lógica nos faz percorrer a prática e o pensamento da artista desde os anos de 1980 ao presente século.

O Interdito Transfigurado 1987
Acrílico s/ tela, 146 x 114cm

A temática revela períodos de forte inquietação e reflexão da artista a propósito do fenómeno religioso no mundo actual. Evidentemente, não estamos perante obras religiosas, passíveis de integrar sem polémica um espaço de culto católico. Em cada momento as referências históricas e iconográficas são subvertidas quer no jogo interior das imagens quer no jogo entre as imagens e os títulos. Nas suas composições cruzam-se e sobrepõem-se, fundem-se, a iconografia religiosa e pagã, a história da pintura antiga e actual, a intromissão do quotidiano contemporâneo, a natureza animal e a humanizada, o lugar que concede à Mulher e a sua própria imagem como elemento auto-biográfico – no seu conjunto, estas pinturas e desenhos, constroem um discurso carregado de simbologias complexas, que nos permitem múltiplas soluções de descodificação.

Desenho e pintura convivem nas obras de Graça Morais de um modo estimulante. Muitas vezes desafiando-se e colaborando, mantendo identidades diversas mas construindo um discurso coerente. Há histórias implícitas em cada imagem – são narrativas religiosas ou ritualizadas, auto-biográficas, do quotidiano rural arcaico ou mais raramente (e recentemente) introduzindo elementos urbanos. Porém, em cada momento, a tensão formal, entre linha e mancha, traço e cor (coincidindo ou descoincidindo) e também o desejo de síntese dos elementos narrativos torna mais complexos os planos, os espaços e os tempos – de tal modo que cada obra, fazendo-se de uma acumulação de acções deve ser vista, de facto, como a captação de um instante extremamente denso da vida.

Esse instante dramático, capturado em cada imagem (imagem de imagens, tempo de tempos, espaço de espaços...), exibe uma intensidade que nos remete para um expressionismo erudito e histórico mas também popular e arcaico; e exige de nós uma identificação quase física com o motivo, como se, por reflexão e forçadamente, fossemos incluídos na superfície da tela ou do papel.

Lamento da Gaivota à mãe de Vasco da Gama, 2005
Carvão e pastel sobre tela 178 x 208cm

Ouve-se a dor da mãe de Vasco da Gama, transfigurada em gaivota e desumanizada na sua angústia (Lamento da Gaivota à mãe de Vasco da Gama, 1985), sente-se a tensão dos pesos opostos (a razão apolínia e a desrazão dionisíaca) desequilibrando a balança que o Anjo segura (Sophia e o Anjo, 1987). Em Salomé (1987) e Judith (1987) duvidamos das cabeças masculinas que deceparam: sente-se a sombra, quer da troca dos protagonistas quer da consumação, por interposição do mito pagão de Leda, de uma violação não consumada. Nas cenas da Paixão de Cristo, a sobreposição de tempos e corpos, atribui uma forte dimensão de erotismo ao sofrimento (Interdito Transfigurado, 1987 ou O Mistério do Último Instante, 1987, por exemplo).

A inquietante ambiguidade do ser masculino/feminino, detentor de um poder simultaneamente religioso e político que Graça Morais fixa em Mapas e o Espírito da Oliveira (a obra mais antiga da selecção, 1984 ) parece presidir ao conjunto de todas as outras cenas. Do mesmo modo que, na longa série de pinturas sobre papel (O Sagrado e o Profano, 1985-86), parece estar contido o desenvolvimento e complexificação das futuras projecções sobrepostas de tempos, sentidos e espaços de que vimos falando.

Graça Morais concretiza um re-contar de histórias universais eliminando as fronteiras de cada uma delas, não simplificando o mundo da narrativa e da pintura mas enriquecendo-o. Para tal coloca-se muitas vezes atrás de uma máscara e oferece-nos também um lugar atrás das máscaras que pinta: não para se esconder nem para nos escondermos dos outros e do mundo, apenas para o vermos melhor.

João Pinharanda (Comissário)
Bragança, 30 de Junho 2012



A Exposição vai estar patente ao público até 15 de Setembro, nos seguintes horários: de Segunda a Sexta, das 14h00 às 20h00, Sábados e feriados, das 10h00 às 14h00. Encerra aos Domingos.

Acesso: Junto à estrada para Boliqueime, no prolongamento da Rua de Nossa Senhora da Piedade.
Contacto para mais informações: Divisão de Cultura e Património Histórico da Câmara de Loulé: Tel. 289 400 600 E-mail: cmloule@cm-loule.pt



Tempo de Cerejas e Papoilas, Trás-os-Montes 2011






R E T O R N O

Antes ou depois?
Sempre.
Através da particular maneira de olhar que Graça Morais nos revela nos presentes trabalhos, percebe-se, diria mesmo descobre-se, o tempo subjacente a toda a sua obra.
Tempo humano, sem dúvida, nem há tempo que o não seja.
O tempo da consciência do tempo, que exprime nas suas figuras agarradas à terra como se nunca tivessem sido crianças, como se nunca se tivessem erguido noutros espaços que os do silêncio e do esforço. Nas suas origens e nos seus destinos está a terra, estão os profundos mistérios da terra. Os que permanecem ocultos e os que se manifestam aos nossos olhos, os que vamos destruindo com esforço, para renascerem mais longe ou mais tarde, e os que julgamos estimular e enobrecer, sem nos apercebermos, em ambos os casos, da sua verdadeira grandeza.
Nos presentes trabalhos de Graça Morais, é como se a consciência da condição humana e a inquietação que a acompanha, tivessem cedido perante as forças da terra, e a visão universal subjacente em toda a sua obra se libertasse e afirmasse, sobrepondo-se ao esforço e ao tempo dos homens, revelando-se na sua perenidade de que só reconhecemos as formas com as quais somos capazes de conviver, como quando nos inebriamos com a cor das papoilas ou das cerejas.
Nessas experiências de euforia o olhar desvia-se das figuras suspensas entre as origens e os destinos que nos vinculam à terra, manifestações idênticas e ininterruptas de uma continuidade em que participamos com uma inquieta e insegura consciência.
E esse breve desvio do olhar, exprime-o Graça Morais na euforia assumida da cor, na libertação dos impulsos indestrinçáveis, na exuberância da vida que se expande na terra, incontrolável na sua perenidade.
Nem antes nem depois.
Na obra de Graça Morais estão sempre presentes e plenas de vigor as forças da terra a que pertencemos.

                                                                                           Júlio Moreira, 17 de Setembro de 2011


Graça Morais nasce a 17 de Março de 1948 em Vieiro, Trás-os-Montes, distrito de Bragança. Vive e trabalha em Lisboa e Freixiel. Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto no ano de 1971. Desde 1974 até 2009 realiza e participa numa centena de exposições individuais e colectivas, dentro e fora do País. Destacando no ano de 2009 a exposição ‘Anos 70 Atravessar Fronteiras’, no CAM - Fundação Calouste Gulbenkian e "A Máscara e o Tempo" na Galeria Ratton.

Em 2008 foi inaugurado o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança, exposições em permanência de obras da Artista, representativas das várias séries entre 1982 e 2011. Graça Morais está representada em várias colecções privadas e públicas: Millennium BCP, Culturgest, Fundação Luso-Americana, Ministério da Cultura – Museu de Serralves, Ministério das Finanças, C.A.M. – Fundação Calouste Gulbenkian, Colecção Manuel de Brito, Fundação Paço D'Arcos, entre outras.

Na obra da artista destacam-se intervenções de Arte Pública, em painéis de azulejos, com produção da Galeria Ratton, no Edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (em Lisboa), na Estação de Bielorrússia do Metropolitano de Moscovo, na Estação Ferroviária do Fogueteiro (Seixal), na Estação de Metropolitano da Amadora – Falagueira, no Mercado Municipal de Bragança, na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães, na Caixa de Crédito Agrícola de Bragança, no Teatro Municipal de Bragança, nas Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral, Vila Real e na Escola Miguel Torga em Bragança. Destacam-se ainda os painéis em azulejo no Viaduto de Rinchoa/Rio de Mouro, no Centro de Astrofísica e Planetário do Porto e na Central Hidroeléctrica de Vilar de Frades (Vieira do Minho).

A exposição "Tempo de Cerejas e Papoilas . Trás-os-Montes 2011" da pintora Graça Morais que a Galeria Ratton inaugura no próximo dia 23 de Setembro de 2011 às 15h, apresenta um conjunto de novos trabalhos de pintura, desenho e azulejo. A exposição está integrada na homenagem que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD) presta neste ano 2011 à Pintora por ocasião da comemoração do 106º aniversário da CTMAD. A temática da exposição surge na sequência de um importante painel de azulejo de produção Ratton, que irá ser colocado na entrada da TECSAM - Clínica de Hemodiálise / Unidade de Cuidados Continuados em Mirandela, no final desta exposição.

Comissários: Ana Viegas e Tiago Monte Pegado

Mini Entrevista por Helena Esteves (RTP - 2011-09-23)


Exposição de Graça Morais patente ao público na Galeria Ratton, de 23 de Setembro a 11 de Novembro.


Galeria Ratton Cerâmicas
Segunda a Sexta 10h - 13h30 (Horário escritório)
Segunda a Sexta 15h – 19h30 (Abertura ao público)
Rua Academia de Ciências, 2C
1200 - 004 Lisboa
Tel: 21346 0948
Tlm: 96 452 98 33
Email: galeriaratton@sapo.pt

Links externos:
www.galeriaratton.blogspot.com
www.facebook.com/GaleriaRatton
ctmad.blogs.sapo.pt



Graça Morais inaugura hoje 'A Máscara e o Tempo'


Assim que se entra no número 2C da Rua da Academia das Ciências, em Lisboa, é-se transportado para o universo de Graça Morais. Uma cabra no meio do campo, a sépia, "sentada, à espera com todo o tempo do mundo", explica a pintora, dá início à mais recente exposição da pintora, que hoje se inaugura, às 22.00, na Galeria Ratton.

por MARINA MARQUES

A escolha não foi feita ao acaso. "Uma cabra ou um rebanho é uma das imagens mais bonitas que vejo quando ando a passear", revela a artista. E representa ainda outra realidade que a artista coloca em evidência no conjunto dos 42 trabalhos da exposição, todos realizados este ano: "uma grande reflexão sobre o tempo longo e lento do campo", nas palavras da própria Graça Morais, "um universo contrário à cidade, ao tempo da cidade".

Na segunda sala, uma série de desenhos a carvão revela a metamorfose provocada pelo tempo, "tanto nas pessoas como nas batatas". A pintora explica o porquê desta metáfora: "Faço uma grande analogia entre as batatas, quando começam a grelar e as deitam fora, e as pessoas quando começam a envelhecer, e que aparentemente deixam de ser úteis. Mas tal como eu recupero as batatas, enrugadas e greladas - são as minhas naturezas vivas -, também as pessoas têm outra vida, podem ser 'usadas' de outra maneira".

Na terceira sala, destaque para um diário com sete desenhos, feitos no mesmo dia, "onde estão registados as horas e os minutos em que foram feitos", refere. E os textos, alerta, nada têm a ver com os desenhos. "São sentimentos muito rápidos do que sinto naquele momento, por vezes até com raiva", diz.

Apesar do carácter autobiográfico dos diários e de representarem uma grande exposição perante o público, Graça Morais deixa a promessa de um dia fazer uma mostra só com diários. "Acho que o artista tem a sorte de se poder exprimir livremente e ao mesmo tempo comunicar com as outras pessoas. Quando faço estes desenhos não os posso guardar em pastas, preciso de os mostrar, porque tenho imenso prazer em que haja muitas pessoas a vê-los, gostem ou não", afirma.

Enquanto a prometida exposição não chega, alguns desses diários podem ser vistos no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, de onde é natural. Esta ligação ao centro não a deixou pintar tanto como gostaria durante o último ano, mas a artista considera que "está a ser muito compensadora". "É a grande oportunidade que me deram de ser útil à sociedade e de dar àquela região aquilo que dela recebi em termos de valores, como pessoa", diz.

A exposição pode ser visitada até 31 de Janeiro, de segunda a sexta, das 10.00 às 13.00 e das 15.00 às 19.30.

in Diário de Notícias


Graça Morais na Fundação Júlio Resende - Lugar do Desenho

Graça Morais
Desenhos do Mar e da Terra |1983 - 2007


Quando se anuncia uma exposição de Graça Morais nunca se trata de mais uma exposição. É precisamente o caso presente. A artista cultiva o confronto com uma naturalidade surpreendente. Imparável na busca da Verdade mais Verdadeira, é no panorama da arte portuguesa um caso paradigmático de robusta determinação em avançar sem cedências a um mundo desacreditado pela manipulação de objectivos nem sempre compreensíveis. O desenho é sempre um sinal da verdade resultado de complexas forças do instinto para um significado de linguagem. Graça Morais está no lugar certo, estando no Lugar do Desenho.

Resende



Desenhos do Mar e da Terra

“Vale a pena viver porque o Mundo, apesar de tudo,
apesar de todos os seus problemas, é um dom extraordinário(…)”
Sophia de Mello Breyner Andresen


Estes desenhos sobre tela, lona e papel resultam de uma viagem por territórios situados na Terra e no Mar.

São desenhos feitos num ambiente de grande recolhimento, de muito silêncio, de uma absoluta atenção às pessoas, aos objectos e a diversas formas da natureza. É com grande satisfação que junto pedaços de um grande puzzle que venho a construir com teimosia e dedicação ao longo de muitos anos. Ainda bem que posso vê-los neste espaço, Lugar do Desenho, um sítio cheio de significado e de enorme importância onde podemos ver, estudar e admirar a Obra do Mestre Júlio Resende. Cabe-me a Sorte de partilhar com o Mestre este lugar graças à sua generosidade e amável convite.

Júlio Resende foi o meu primeiro Mestre. Recordo-o nos finais dos anos sessenta, na sala de aula de Pintura da Escola de Belas Artes do Porto fumando o seu aromático cachimbo, olhando atentamente os quadros dos seus alunos. Lembro-me como ele se sentia pouco à-vontade quando tinha de dar opinião sobre a minha desajeitada pintura – o desconhecimento era grande mas o desejo e a determinação era superior. Um dia o Mestre visitou a aula de desenho do Professor Tito Reboredo, viu os meus desenhos e admirado perguntou-me porque é que eu lá em cima, na aula de pintura, não pintava como desenhava. Eu respondi porque não sabia e não era capaz de o fazer.

A verdade é que cheguei e chego ao Desenho mais depressa do que à Pintura. Desenho como respiro, numa relação simples, directa e emotiva com o papel. A Pintura coloca-me maiores dúvidas, cria em mim grandes angústias e inquietações. Com esta exposição pretendo mostrar a minha admiração pelo Pintor Júlio Resende, pela sua integridade e sabedoria como Homem e Artista.

Graça Morais




Exposição com a colaboração do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais - Bragança

LUGAR DO DESENHO | FUNDAÇÃO JÚLIO RESENDE
Rua Pintor Júlio Resende, 346 4420-534 Valbom Gondomar Portugal Tel. +351 224 649 061/ 2 Fax +351 224 630 325 www.lugardodesenho.org e-mail: info@lugardodesenho.org | 25 OUT 2008 - 03 DEZ 2008

Visita guiada com Graça Morais


Graça Morais faz visita guiada à sua exposição

* Mostra está patente na Galeria do Palácio até ao dia 30 de Abril



“Um quadro é sempre o lugar da minha maior intimidade. Estou lá toda. Tudo o que absorvo do exterior passa primeiro por dentro de mim, pelas minhas vísceras, pela minha cabeça. E depois sai e fica numa tela.”

Graça Morais

No próximo dia 23 de Fevereiro, entre as 15 e as 17 horas, a pintora Graça Morais vai realizar uma visita guiada à sua própria exposição, patente na Biblioteca Municipal Almeida Garrett/Galeria do Palácio até 30 de Abril.

Promovida pelo Pelouro da Cultura, Turismo e Lazer da Câmara Municipal do Porto, a Exposição “Graça Morais - Na colecção da Fundação Paço D`Arcos - Pintura, desenho e azulejo (1982 a 2007)” integra cerca de 150 obras, incluindo trabalhos de séries como “Máscaras”, “Cabo Verde”, “Jardins secretos” e ”O Sagrado e o Profano”. Para além dos trabalhos expostos, a mostra inclui um documentário de Joana Morais, em que a autora de “Na Cabeça de uma Mulher está a História de uma Aldeia” revela as suas raízes e o seu percurso.

Paralelamente decorre um programa de visitas guiadas e de actividades de expressão plástica, que permite aprofundar o conhecimento da obra de Graça Morais, cujo um dos pontos fortes é a referida visita guiada.

A partir desta Exposição realizam-se também as seguintes actividades:

Visitas Guiadas: “Um passeio pela obra de Graça Morais”, que se realizarão às terças e sextas-feiras, das 9:30 às 12 horas e das 13:30 às 16 horas, para o público em geral e grupos escolares.

Oficina de Máscaras: “Uma máscara uma Pintura”

Nesta oficina pretende-se fazer uma ligação entre a pintura da autora onde incide a temática «máscaras» e a época do Carnaval, através da construção de máscaras em diferentes materiais. Decorrerá no dia 16 de Fevereiro (sábado), das 9:30 às 12 horas e destina-se a famílias e público em geral

Oficinas de Páscoa: “De um quadro nasce um conto”

Os quadros contam-nos histórias. Nestas oficinas, destinadas a crianças e jovens, os participantes são convidados a descobrir as histórias representadas nos quadros da pintora Graça Morais. Decorrerão de 25 a 28 de Março (1 oficina/dia), das 9:30 às 12:30 horas e das 13:30 às 16 horas.

Visitas guiadas à exposição orientadas pela pintora Graça Morais, no dia 23 de Fevereiro (sábado), às 15:00 e às 17 horas, destinadas ao público em geral.

A Exposição poderá ser visitada de terça a domingo, entre as 10 horas e as 12:30 horas e entre as 13:30 e as 17:30 horas.

Todas as actividades referidas poderão ser feitas mediante marcação prévia através do telefone 226 081 000, ext. 3063.

A entrada é livre.

Galeria do Pálacio (Jardins do Palácio de Cristal)
Biblioteca
Municipal Almeida Garret
Rua Dom Manuel II - Porto
4050-343 PORTO

Continua até 3 de Março a exposição de Graça Morais: Pintura e Desenhos na Galeria 111 (Porto)


In Sofrimento Exposição acaba Hoje




In Sofrimento: as comemorações Torguianas encerraram com a exposição de Graça Morais, seguida pelo “O Labirinto da Guitarra”, com Pedro Caldeira Cabral.

In Sofrimento pode ser visitada hoje pela última vez, dia 3 de Fevereiro, no Edifício Chiado, em Coimbra.


Museu Municipal - Edifício do Chiado, Coimbra Museu Municipal - Edifício Chiado Rua Ferreira Borges, 85 3000-180 COIMBRA Horário de funcionamento 3ª a 6ª - 10h00 às 18h00 Sábados e Feriados - 10h00 às 13h00 / 14h00 às 18h00 Domingos - 14h00 às 18h00 Encerra à 2ª


Graça Morais na Colecção da Fundação Paço d’Arcos

«Graça Morais na Colecção da Fundação Paço d’Arcos» até 30 de Abril, a exposição está patente ao público na Galeria do Palácio, instalada na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.


Graça Morais na colecção Paço d'Arcos
por Agostinho Santos

É a maior colecção privada de obras de Graça Morais e poderá ser vista, a partir de depois de amanhã, na Galeria do Palácio (Biblioteca Municipal), no Porto. Trata-se de 147 obras concebidas pela pintora entre 1972 e 2007 que pertencem a José Pedro Paço d ´Arcos, o maior coleccionador de trabalhos desta artista plástica.

O JN falou com a pintora durante a montagem da exposição, que tem como título "Graça Morais na colecção da Fundação Paço d`Arcos", e ficamos a saber que a pintora encara esta mostra como um grande desafio. "É sempre bom ver trabalhos que já não via há anos e corresponde também a um desafio, um grande desafio, ao estabelecer um diálogo entre todas as obras das mais diversas fases da minha pintura".

Graça Morais admite que não é de todo fácil organizar uma mostra neste local, por "ser muito grande", mas simultaneamente considera que "a galeria é um espaço bonito e está em permanente interferência com os jardins do palácio que são belíssimos".

Sublinha que o espaço "proporciona que a pintura fique aberta para o exterior e vá de encontro com o público que frequenta os jardins".

Nesta exposição, onde figuram algumas das obras mais importantes da pintora, poder-se-ão observar trabalhos, entre outros, das séries "Mapas e o Espírito das Oliveiras"(1984), "O Sagrado e o Profano" (1986), "Jardins secretos" (1992). A exposição estará patente até 30 de Abril.


Galeria do Pálacio (Jardins do Palácio de Cristal)
Biblioteca
Municipal Almeida Garret
Rua Dom Manuel II - Porto
4050-343 PORTO

Horário de Funcionamento das 10:00 às 18:00

Graça Morais: Pintura e Desenhos na Galeria 111 (Porto)

A Galeria 111 Porto apresenta, entre 12 de Janeiro e 23 de Fevereiro de 2008, a mais recente exposição de obras da artista Graça Morais. Composta por um conjunto de cerca de cinco dezenas de peças, entre pinturas e desenhos de 2007, esta exposição aprofunda os peculiares modelos de prática do retrato que a artista tem desenvolvido durante toda a sua carreira, e em particular desde 2001.

Sobre este eixo da produção e do pensamento plástico de Graça Morais, Sílvia Chicó nota o seguinte: “A artista desde sempre se elegeu como modelo porque gande parte da sua obra é referida a uma mundividência pessoal em que a personagem da artista se confunde progressivamente com a imagem da mãe da artista e depois com o geral que são as mulheres de Trás-os-Montes (...) Mas para além destes auto-retratos, existe um manancial de figurações e de exercícios sobre rostos humanos que são variações sobre retratos de personagens recorrentes na obra da pintora. (...) vemos cabeças de animais em corpos humanos, talvez alusão não explícita mas velada à animalidade e violência, talvez mais visíveis nas sociedades rurais...”.




GRAÇA MORAIS: PINTURA E DESENHO
Galeria 111 Porto, até 23 de Fevereiro
Rua D. Manuel II, 246
Das 10h00 às 12h30 e das 15h00 às 19h30
Encerra 2ª feira de manhã, sábado de manhã, domingos e feriados




Orpheu e Eurydice









Orpheu e Eurydice

Tudo aconteceu em 22 de Abril de 1990. Os desenhos que aqui se apresentam foram os primeiros que pintei no ateliê da Costa do Castelo, usando o papel de música em que o Pedro [Caldeira Cabral] trabalha. (...)
Um dia, mostrei-os à Sophia. Disse-me logo tê-los achado lindíssimos. E propôs-me fazermos um livro com os desenhos e poemas. (...)
Sophia considerou, desde o início, os poemas inspiradores e eu fiquei naturalmente entusiasmada com a ideia. E essa foi a melhor oportunidade para reforçar a nossa amizade. Passamos vários serões, em noites sucessivas, a escolher os poemas e a ligá-los aos desenhos. Sophia aproveitou muitos poemas que já tinha e escreveu outros especialmente, mas nunca estava satisfeita com o resultado, por isso reviu e alterou-os incansavelmente, decerto embalada pela inspiração de Orpheu e Eurydice. (...)
A poesia e a música, que eram tudo para Sophia, estão aqui bem presentes – e eu devo ao Pedro o ter-me feito descobrir esse mundo dos sons e dos
instrumentos, que procurei transpor para os desenhos, simbolicamente feitos em pauta musical. E foi essa familiaridade com a música e a poesia que reforçou a devoção, não é de mais repetir, que tenho por Sophia. Orpheu e Eurydice acompanharam-nos neste nosso encontro inesquecível que se transformou numa grande amizade..."
in catálogo “Orpheu e Eurydice”, Sophia de Mello Breyner Andresen / Graça Morais, excerto de texto de Graça Morais "História de uma devoção", Ed. Centro Nacional de Cultura, Maio 2006


Soneto de Eurydice

Eurydice perdida que no cheiro
E nas vozes do mar procura Orpheu
Ausência que povoa terra e céu
E cobre de silêncio o mundo inteiro.

Assim bebi manhãs de nevoeiro
E deixei de estar viva e de ser eu
Em procura de um rosto que era o meu
O meu rosto secreto e verdadeiro.
Porém nem nas marés, nem na miragem
Eu te encontrei.

Erguia-se somente
O rosto liso e puro da paisagem.
E devagar tornei-me transparente
Como morte nascida à tua imagem
E no mundo perdida esterilmente.

Sophia de Mello Breyner Andresen


Referendo: Edite Estrela arremata leilão quadro Graça Morais

A eurodeputada Edite Estrela arrematou hoje um quadro de Graça Morais por 4.150 euros, num leilão do Movimento Cidadania e Respons abilidade pelo Sim, realizado em Lisboa.

Um quadro de Paula Rego foi também ambicionado por muitos dos presentes m as acabou por ser arrematado por um anónimo, por 5.300 euros.

Os dois quadros desenvolvem temáticas relacionadas com a mulher e a maternidade, e faziam parte do lote de obras a leiloar para angariar fundos para apoiar uma resposta favorável à interrupção voluntária da gravidez, no referendo agendado para 11 de Fevereiro.A campanha do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim está orçada em 246,710 euros.

Para além de quadros de Paula Rego e Graça Morais, foram leiloados obras de dezenas de outros artistas, de Carlos Botelho a Maria Keil, de Teresa Dias Coelho a Cutileiro.

Graça de Morais estava presente no leilão tendo comentado à agência Lusa que «não é obrigatório os artistas participarem». «Eu, como mulher, tenho a obrigação de lutar pelo sim e estar ao lado desta causa», sublinhou.

«Desta vez o País não pode continuar a penalizar as mulheres, é uma vergonha» afirmou a pintora, que defende esta causa porque acredita que as mulheres «têm que ser tratadas como pessoas dignas».

O número de pessoas presentes no jantar ultrapassou o limite esperado, atingindo o meio milhar de pessoas de «todas as categorias profissionais, sociais e religiosas», segundo Ana Sara Brito, uma das mandatárias do Movimento.

Apesar do leilão ter começado sexta-feira à noite prolongou-se pela madrugada de sábado. O leilão teve também um momento de humor, onde foi possível regatear na «p raça», um cartão de crédito e um chapéu para refrescar ideias.

Diário Digital / Lusa

Graça Morais na Colecção da Fundação Paço D´Arcos


De Quinta-Feira, 26 de Outubro de 2006 a Domingo, 14 de Janeiro de 2007

A Câmara Municipal de Lisboa inaugurou no dia 26 de Outubro, pelas 21h30, uma exposição de artes plásticas (pintura, desenho e azulejo) da pintora Graça Morais que integra cerca de 150 obras, produzidas desde 1982 até à actualidade.


A mostra intitula-se «Graça Morais na Colecção da Fundação Paço D´Arcos» e pode ser visitada até ao dia 14 de Janeiro de 2007 na
Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

A exposição inclui trabalhos de séries como Máscaras, Cabo Verde, Folhas de um Diário, O Sagrado e o Profano, Os meus brinquedos e Diário do Japão.

A entrada é livre.


“Desejo através dos meus quadros ter consciência de quem sou, questionar a minha existência, afirmar a minha identidade construída através de sinais, símbolos, imagens, memórias de uma realidade que me liga ao universo.
Com a minha pintura quero construir um espaço diferente e único onde possa defender a minha personalidade nestes tempos de grande massificação. A reflexão que faço do mundo está toda nos quadros que pinto. O quadro é um território íntimo, de magia, onde a linha, a cor, o espaço e a luz aparecem carregadas de profunda espiritualidade”.
Esta mostra apresenta um conjunto de cerca de 150 trabalhos executados pela artista entre 1982 e 2006, os quais fazem parte da colecção da Fundação Paço D’ Arcos e do seu Presidente José Pedro Paço D’ Arcos.
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Horário:
Terça a Sexta: 10h00 às 19h00
Sábados e Domingos: 14h00 às 19h00
Encerra às Segundas e feriados.

Contactos:
Av. da Índia, Edifício da Cordoaria Nacional
Telefone 21 356 78 61


Exposição de Graça Morais na Guarda

A Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda vai receber, a partir do dia 5 de Agosto, uma exposição da artista plástica Graça Morais, intitulada «Retratos e Auto-retratos»

A mostra, que estará patente até ao dia 22 de Setembro, exibe vários trabalhos da pintora, que marcará presença na inauguração, pelas 18h00.

Graça Morais nasceu em Trás-os-Montes, em 1948, e conta com uma vasta obra que a torna num dos nomes mais reconhecidos do mundo das artes a nível nacional. A pintora realizou mais de uma centena de exposições individuais e colectivas e ilustrou e participou em livros de autores como Sophia de Mello Breyner, José Saramago, António Alçada Baptista, entre outros.



Exposição de Graça Morais






Hoje, ás 20 horas inaugura uma exposição de Graça Morais na Galeria da Ordem dos Médicos.

“Desejo através dos meus quadros ter consciência de quem sou, questionar a minha existência, afirmar a minha identidade construída através de sinais, símbolos, imagens, memórias de uma realidade que me liga ao universo.
Com a minha pintura quero construir um espaço diferente e único onde possa defender a minha personalidade nestes tempos de grande massificação. A reflexão que faço do mundo está toda nos quadros que pinto. O quadro é um território íntimo, de magia, onde a linha, a cor, o espaço e a luz aparecem carregadas de profunda espiritualidade”.

Extracto do diário de Graça Morais publicado no livro “Uma Geografia da Alma”
17 de Julho de 2000

Galeria da Ordem dos Médicos» Av. Almirante Gago Coutinho, 151 Tel. 21 842 71 00
















































































Uma história Trágico-marítima


Uma história Trágico-marítima
546 x 203 cm
Acrílico, carvão e pastel sobre tela

Olhos cheios de mar I


Olhos cheios de mar I
160 x 120 cm
Carvão e pastel sobre papel

Olhos cheios de mar II


Olhos cheios de mar II
160 x 120 cm
Carvão e pastel sobre papel