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Centro de Arte Contemporanea de Bragança - Visita Guiada com Graça Morais



Graça Morais entrevistada por João Faiões. SIC Bragança. Imagem Fernando Nunes

Exposição permanente de pintura e desenho - Graça Morais 1982-2005
centro.arte@cm-braganca.pt
http://www.cm-braganca.pt/
(351) 273 302 410

Parabéns Mãe



Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner

Guardo na alma o carinho, o amor, o agradecimento e a admiração que tenho por ti, querida mãe. Quando esta ligação que sinto por ti é tão imensa, como esta que nos une, uma filha a uma mãe, não há palavras capazes para expressar este laço invisível! A ti devo tudo o que fui, sou e serei! Uma vida não chegará para te agradecer seres a querida Mãe que és, a excepcional Mulher que és, tão humana e sensível não só comigo mas com toda a gente que te rodeia, a extraordinária Pintora que és e o orgulho que tenho por ti! A ti te dedico este poema de Sophia de Mello Breyner. Parabéns Mãe.




In Sofrimento Exposição acaba Hoje




In Sofrimento: as comemorações Torguianas encerraram com a exposição de Graça Morais, seguida pelo “O Labirinto da Guitarra”, com Pedro Caldeira Cabral.

In Sofrimento pode ser visitada hoje pela última vez, dia 3 de Fevereiro, no Edifício Chiado, em Coimbra.


Museu Municipal - Edifício do Chiado, Coimbra Museu Municipal - Edifício Chiado Rua Ferreira Borges, 85 3000-180 COIMBRA Horário de funcionamento 3ª a 6ª - 10h00 às 18h00 Sábados e Feriados - 10h00 às 13h00 / 14h00 às 18h00 Domingos - 14h00 às 18h00 Encerra à 2ª


Graça Morais: Pintura e Desenhos na Galeria 111 (Porto)

A Galeria 111 Porto apresenta, entre 12 de Janeiro e 23 de Fevereiro de 2008, a mais recente exposição de obras da artista Graça Morais. Composta por um conjunto de cerca de cinco dezenas de peças, entre pinturas e desenhos de 2007, esta exposição aprofunda os peculiares modelos de prática do retrato que a artista tem desenvolvido durante toda a sua carreira, e em particular desde 2001.

Sobre este eixo da produção e do pensamento plástico de Graça Morais, Sílvia Chicó nota o seguinte: “A artista desde sempre se elegeu como modelo porque gande parte da sua obra é referida a uma mundividência pessoal em que a personagem da artista se confunde progressivamente com a imagem da mãe da artista e depois com o geral que são as mulheres de Trás-os-Montes (...) Mas para além destes auto-retratos, existe um manancial de figurações e de exercícios sobre rostos humanos que são variações sobre retratos de personagens recorrentes na obra da pintora. (...) vemos cabeças de animais em corpos humanos, talvez alusão não explícita mas velada à animalidade e violência, talvez mais visíveis nas sociedades rurais...”.




GRAÇA MORAIS: PINTURA E DESENHO
Galeria 111 Porto, até 23 de Fevereiro
Rua D. Manuel II, 246
Das 10h00 às 12h30 e das 15h00 às 19h30
Encerra 2ª feira de manhã, sábado de manhã, domingos e feriados




3 º Aniversário do Blog

Graça Morais

Janeiro 1, 2008 às 12:00 am
Graça Morais, desde 2005
Autor: Joana Morais

via: Aniversário de Blogues
Para quem nunca se lembra das datas mais importantes.

Obrigada pelo aviso, eu não me lembrava...



Graça Morais na Gulbenkian



"A minha pintura, os meus desenhos, foram sempre um vaivém entre imagens do passado e do presente. Conto histórias, falo das minhas vivências, do que vi e do que me sensibilizou mais. (...) Fui sempre seduzida pelo mistério e pela liberdade da natureza. O meu mundo, feito de recordações, olhares cúmplices e denunciadores foram e são, por vezes, retratos autobiográficos. As minhas memórias de uma infância difícil e dura, mas também marcada pelo maravilhoso, pelo sagrado, foram e são fundamentais para eu ser o que sou."
Graça Morais


"My paintings and my drawings have always shuttled in the midst of images of the past and images of the present. I tell stories, talk about my experience of life, what I have seen and what moved me most. (...) I have always been seduced by the mystery and the freedom of nature. My world is made up of memories, of looks that are either complicit or accusatory; these have been and still are, at times, autobiographical portraits.My memories of a bleak and difficult childhood also marked with wonder and sacred; these too have been and are fundamental in making me who I am."
Graça Morais


Quadro: Os Cães - Vieiro
1982, Grafite e pastel s/papel
150 x 300 cm
Colecção CAMJAP

No Catálogo:
"Em 1980, Graça Morais solicitou ao Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian um subsídio de pesquisas artísticas para poder concretizar um projecto de investigação em Vieiro, Trás-os-Montes, sua Terra Natal. O projecto intitulou-se As Quatros Estações do Ano, e a artista apresentou-o como uma pesquisa ou trabalho de campo, não apenas no sentido de uma recolha etnográfica, mas envolvendo uma dimensão pessoal de reactivação da memória de tempos e lugares que marcam a infância da artista. As referências aos valores e iconografia da cultura local de Trás-os-Montes acabarão por ser uma das características mais evidentes na obra de Graça Morais, culminando em sequências de trabalho de que resultará o magnífico desenho de Os Cães - Vieiro (1982) aqui apresentado: grande plano, assimetria, profundidade de campo, vertigem, luz intensa, textura - sedimentos da memória vivida na subjectividade e cristalizados na forma plástica"
Ana Filipa Candeias
pág. 192 in Catálogo "50 Anos de Arte Portuguesa"
Edição da FCC e CAMJAP 2007

Blog em Renovação, Noticias e Hacks

Estou pouco a pouco a renovar o blog,o que significa algum atraso nos artigos.Em destaques podem ler sobre uma exposição itinerante em homenagem ao grande escritor Miguel Torga, organizada pela árvore no Porto; também destaco o VI Festival de Música Medieval de Carrazeda de Ansiães cujo director é o extraordinário Pedro Caldeira Cabral.

Blogadas novas por aqui:
em termos gerais modifiquei o css: temos novas cores;

um logo novo feito ao estilo web 2.0;
um novo botão de rss feeds;
temos 3 widget hacks novas: recent articles por Hans do Beautiful Beta, traduzido por Ricardo do blog Na Aldeia mais digital de Portugal - Beijós, outro widget de recent comments por Ramani de Hackosphere tradução pelo Ricardo, e a terceira feeling lucky hack por phydeaux, chamada de post aleatório pelo Ricardo, eu chamei-lhe Artigo à Sorte;
começou a funcionar o fade in/out efeito nos artigos que são grandes de mais como este;
alguns outros efeitos/hacks/widgets não imediatamente visivéis e também já em uso por purplemoggy ,Singpolyma,
Hoctro's Place, Freshblog- o meu primeiro manual e Blogger tricks.

Para saber as hacks geniais que estes tipos/blogeeks escreveram vão a Blogger Hacks Wiki.

Bom há mais algumas coisitas que fiquei por deixar esclarecidas, em resposta aos críticos que criticaram o meu desaparecimento do blog (seus queixinhas), eu explico... Este é o blog, o site é aqui Graça Morais,
e esta a ser feito em Joomla.
E agora ao trabalho.
Abraços a todos.

Um Update: as hacks de hackosphere para os widgets de recent comments e peekaboo posts, foram alteradas,agora é necessário escrever os javascripts directamente no template antes da tag /head. Para os javascripts aceder a hackosphere.blogspot.com.



Orpheu e Eurydice









Orpheu e Eurydice

Tudo aconteceu em 22 de Abril de 1990. Os desenhos que aqui se apresentam foram os primeiros que pintei no ateliê da Costa do Castelo, usando o papel de música em que o Pedro [Caldeira Cabral] trabalha. (...)
Um dia, mostrei-os à Sophia. Disse-me logo tê-los achado lindíssimos. E propôs-me fazermos um livro com os desenhos e poemas. (...)
Sophia considerou, desde o início, os poemas inspiradores e eu fiquei naturalmente entusiasmada com a ideia. E essa foi a melhor oportunidade para reforçar a nossa amizade. Passamos vários serões, em noites sucessivas, a escolher os poemas e a ligá-los aos desenhos. Sophia aproveitou muitos poemas que já tinha e escreveu outros especialmente, mas nunca estava satisfeita com o resultado, por isso reviu e alterou-os incansavelmente, decerto embalada pela inspiração de Orpheu e Eurydice. (...)
A poesia e a música, que eram tudo para Sophia, estão aqui bem presentes – e eu devo ao Pedro o ter-me feito descobrir esse mundo dos sons e dos
instrumentos, que procurei transpor para os desenhos, simbolicamente feitos em pauta musical. E foi essa familiaridade com a música e a poesia que reforçou a devoção, não é de mais repetir, que tenho por Sophia. Orpheu e Eurydice acompanharam-nos neste nosso encontro inesquecível que se transformou numa grande amizade..."
in catálogo “Orpheu e Eurydice”, Sophia de Mello Breyner Andresen / Graça Morais, excerto de texto de Graça Morais "História de uma devoção", Ed. Centro Nacional de Cultura, Maio 2006


Soneto de Eurydice

Eurydice perdida que no cheiro
E nas vozes do mar procura Orpheu
Ausência que povoa terra e céu
E cobre de silêncio o mundo inteiro.

Assim bebi manhãs de nevoeiro
E deixei de estar viva e de ser eu
Em procura de um rosto que era o meu
O meu rosto secreto e verdadeiro.
Porém nem nas marés, nem na miragem
Eu te encontrei.

Erguia-se somente
O rosto liso e puro da paisagem.
E devagar tornei-me transparente
Como morte nascida à tua imagem
E no mundo perdida esterilmente.

Sophia de Mello Breyner Andresen


Curriculum de Graça Morais

Nasceu, em 1948, em Vieiro, Trás-os-Montes.
Licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, em 1971. Vive e trabalha em Lisboa e no Vieiro (Trás-os-Montes).

Exposições individuais (selecção)
1980 – “O Rosto e os Frutos”, S.N.B.A., Lisboa.
1984 – “Mapas e o Espírito da Oliveira”, M.A.M. de São Paulo e Rio de Janeiro.
1985 – “Erotismo e Morte”, Universidade de Granada; “O Erótico e o Sagrado”, Imprensa Nacional, Lisboa; exposição com o livro “Graça Morais, Linhas da Terra”, de António Mega Ferreira (Edição Imprensa Nacional Casa da Moeda).
1987 – “Evocações e Êxtases”, Galeria 111, Lisboa.
1992 – Kimberly Gallery, Washington e Scott Alan Gallery, Nova Iorque.
1994 – “Biombos”, Museu da Electricidade, Central Tejo, Lisboa; “Graça Morais, colecção da Fundação Paço d’Arcos”, Museu de Água, Lisboa.
1995 – “As Escolhidas”, Galeria 111, Lisboa.
1997 – Exposição antológica organizada pela Culturgest em Lisboa e no Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto.
1998 – “Rostos da Terra” (organização Cooperativa Árvore), Alfândega de Fé, Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães e Macedo de Cavaleiros; “Geografias do Sagrado”, Galeria 111, Porto.
1999 – “Sete Tapeçarias”, Galeria Tapeçarias de Portalegre, Lisboa; “Anjos da Montanha”, Galeria Ratton, Lisboa; exposição colectiva itinerante “Leituras da Carta de Pêro Vaz de Caminha”, a convite da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses; “Geografias do Sagrado”, Pallazo Geremia e Pallazo Trentini, Trento, Itália e no Palácio Foz em Lisboa.
2000 – “Terra Quente – Fim do Milénio”, Galeria 111, Lisboa.
2001 – “Deusas da Montanha”, Instituto Camões, Paris; “Terra Quente – Fim do Milénio”, Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, Paris.
2002 – “A Idade da Terra”, Galeria 111, Lisboa.
2003 – Exposição antológica “A Terra e o Tempo”, Museu da República Arlindo Vicente, Aveiro.
2005 – “A Visitação”, Galeria 111, Porto; “Retratos e Auto--Retratos”, Centro Cultural de Cascais; “Os olhos azuis do mar”, Centro de Artes de Sines.
2006 – “Diálogos com a Terra”, Galeria Ratton, Lisboa; “Retratos e Auto-Retratos”, Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda.
2006/2007 – “Graça Morais na Colecção da Fundação Paço d’Arcos – Pintura, desenho e azulejo (1982 a 2006)”, Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa.
2007 – “Silêncios”, (organização Cooperativa Árvore), Biblioteca Municipal de Chaves e Museu Municipal de Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante; “Orpheu e Eurydice”, (organização Cooperativa Árvore), Paços da Cultura de S. João da Madeira e Casa da Cultura da Trofa.

Livros – ilustração e participação
1987 – Ilustração de Livro de Poesia “O Ano de 1993” de José Saramago, editorial Caminho.
2001 – “Orpheu e Eurydice”, Sophia de Mello Breyner Andresen, edição Galeria 111, com pinturas suas.
2002 – “O Reino Maravilhoso”, de Miguel Torga, Publicações Dom Quixote, com pinturas suas.
2003 – “O Anjo de Timor”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, Ed. Ceneteca, com ilustrações suas.
2004 – “O segredo da Mãe”, de Nuno Júdice, Editora Quetzal, sobre pinturas de Graça Morais.
Ilustra poetas e escritores tais como: Manuel António Pina; José Saramago; António Alçada Baptista; Pedro Tamen; Nuno Júdice; Clara Pinto Correia; José Fernandes Fafe; António Osório; Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros.

Livros – publicações
1980 – “O Rosto e os Frutos”, textos de Fernando de Azevedo, S.N.B.A., Lisboa.
1985 – “Graça Morais, Linhas da Terra”, António Mega Ferreira, edição INCM.
1986 – “História de Arte em Portugal”, Rui Mário Gonçalves, Publicações Alfa.
1991 – “Graça Morais, Artista do Ano”, Prémio Soctip compilação de textos críticos e reprodução de pinturas de 1966 a 1991, Soctip Editora.
1993 – “Japão, Diário de Viagem”, Textos de Alberto Vaz da Silva, Borges de Macedo, pinturas Graça Morais, Editora Quetzal.
1996 – “Espelho Imaginário – Pintura, Anti-pintura, Não-pintura”, autor Eduardo Lourenço, INCM.
1997 – “As Escolhidas, Graça Morais”, de Manuel Hermínio Monteiro, Editora Assírio e Alvim; “Graça Morais”, Vasco Graça Moura e Sílvia Chico, edição Quetzal/Galeria 111, com o patrocínio do BPI.
1998 – “Graça Morais, Rostos da Terra”, edição Cooperativa Árvore.
2000 – “Graça Morais, Terra Quente, O Fim do Milénio”, textos de António Carlos Carvalho, fotos de Roberto Santandreu, editora Gótica.
2001 – “100 Quadros Portugueses do séc. XX”, autor José Augusto França.
2005 – “Uma Geografia da Alma”, Graça Morais, Ed. Bial.
2006 – “A pintura de Graça Morais como condição do drama e da fábula”, texto de Cristina Tavares. Cordoaria Nacional, Lisboa.

Cenografias
1993 – “Biombos” de Jean Genet, TEC Cascais, encenação Carlos Avilez.
1995 – Cenografia e Figurinos, “Ricardo II”, de Shakespeare, Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa, encenação Carlos Avilez.
Filmes
1997 – “As Escolhidas” filme de Margarida Gil, baseado na obra de Graça Morais.
1999 – “Na Cabeça de uma Mulher está a História de uma Aldeia”, documentário de Joana Morais, sobre a vida e obra de Graça Morais.

Tapeçarias
Está representada com tapeçarias executadas pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre na Assembleia da República, Câmara Municipal de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, Montepio Geral – Lisboa, Fundação Mário Soares (Lisboa) e colecções particulares.

Arte pública
Intervenções artísticas em azulejos no Edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (em Lisboa), na Estação de Bielo-Rússia do Metropolitano de Moscovo, na estação de comboios do Fogueteiro (Seixal) e na Estação de Metropolitano da Amadora – Falagueira.
Painéis de azulejos no Mercado Municipal de Bragança, na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães, na Caixa de Crédito Agrícola de Bragança, no Teatro Municipal de Bragança e no Centro de Astro Física e Planetário do Porto.
Destacam-se ainda os painéis em azulejo no Viaduto de Rinchoa/Rio de Mouro e na Central Hidroeléctrica de Vilar de Frades (Vieira do Minho).

Colecções (selecção)
Assembleia da República; Millennium BCP; Banco Espírito Santo; Banco Português de Negócios; C.A.M. – Fundação Calouste Gulbenkian; Culturgest, Caixa Geral de Depósitos; Ministério da Cultura – Fundação de Serralves; Ministério das Finanças; Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil.

Painel de azulejos de Graça Morais encoberto


Painel de azulejos de Graça Morais no viaduto de ligação de rio de Mouro à Rinchoa, encoberto por equipamento público.
O painel de azulejos da autoria de Graça Morais, localizado no viaduto de ligação de Rio de Mouro à Rinchoa, por baixo da Estação da CP de Rio de Mouro, está a ser encoberto por equipamento público. O alerta foi dado por Cortez Fernandes, ex-vereador da Câmara de Sintra, em sessão de Assembleia Municipal de 23 de Março, tendo salientado que “aquela obra de arte consta no portfólio e no currículo da pintora Graça Morais como sendo das maiores obras instaladas na via pública”. Cortez Fernandes explicou ao Alvor de Sintra, que sendo “uma obra de arte relevante”, por ser de uma das maiores pintoras portuguesas da actualidade, “o painel está numa situação que não chama a devida atenção para si”, ao que acrescentou que “inclusive, foram instalados candeeiros de iluminação pública e painéis informativos à sua frente, não permitindo a visão global do mesmo”.Ainda adiantou que o Presidente da Assembleia Municipal, Ângelo Correia, se mostrou interessado no problema, tendo declarado que “uma obra de arte destas é um bem cultural importante, que deve ser valorizado, devendo-se chamar a atenção das pessoas” reforçando também o mesmo que “de noite nem sequer está iluminado como deve de ser.Cortez Fernandes ainda assegurou que “estão a ser feitos esforços, por parte da Câmara, para retirar os candeeiros que estão lá, fazendo a iluminação correcta e limpando, inclusivamente, a própria envolvência do painel, que é um terreno da Câmara” e que “os monos que estavam lá já foram retirados”.


retirado de Alvor de Sintra

Pintora Graça Morais ensina arte às crianças na Casa da Cultura da Trofa

Pintora Graça Morais ensina arte às crianças na Casa da Cultura da Trofa. A Casa da Cultura da Trofa, recebe a 22 de Maio um dia dedicado à pintura orientado pela prestigiada pintora portuguesa Graça Morais . Este encontro com a pintora reunirá centenas de crianças das escolas do concelho da Trofa, bem como de outros concelhos que estarão de visita ao município trofense.
Esta iniciativa tem como objectivo sensibilizar as crianças para a arte, desde tenra idade e motivá-las para a criação artística.Os ateliers decorrem das 10h00 às 19h00 e são uma oportunidade única para as crianças entrarem em contacto com uma figura de destaque da pintura portuguesa.
De recordar que esta pintora tem exposta uma mostra de trabalhos seus intitulada "Orpheu e Eurydice", até o dia 31 de Maio na Casa da Cultura, - inserida ainda no programa do 3º Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil, que decorreu de 27 de Abril a 6 de Maio, - onde apresenta uma série de acrílicos e sépia sobre papel de música que ilustram a poesia de Sophia de Mello Breyner. Graça Morais é para muitos críticos de arte, um dos maiores nomes da pintura dos últimos 100 anos em Portugal, e com a sua experiência, sensibilidade e criatividade conta através das suas ilustrações, histórias tão reais e fascinantes quanto a poesia de Sophia de Mello Breyner Andersen. A exposição e o encontro com a autora constituem duas formas únicas do Concelho da Trofa homenagear os maiores nomes da nossa Cultura.
nota: as fotografias são do arquivo de Graça Morais
retirado de O Notícias da Trofa


Escritos de Eva: Sophia de Mello Breyner Andresen # O Anjo de Timor

Sophia de Mello Breyner Andresen # O Anjo de Timor

4 de março de 2007

Há muitos, muitos anos, em Timor, vivia um liurai muito poderoso e muito bom. Na sua juventude resolveu ir correr mundo, para se tornar mais sábio.
Foi viajando de barco, de ilha em ilha, até chegar a uma terra muito distante.
Ali, um dia, conheceu um mercador vindo de muito longe, dos países do lado do Poente e que, também ele, andava há longos anos no caminho.
Esse mercador disse-lhe que, numa das suas viagens, tinha ouvido contar que, ainda muito mais longe, para além de montanhas, oceanos e dos imensos desertos de areia, vivia um povo que adorava um Deus único e todo-poderoso, criador do Universo e de todas as suas criaturas. E esse povo acreditava que o seu Deus, um dia, desceria à terra para salvar todos os homens.
- Quero ir ao país onde mora esse povo, disse o timorense.
Quero ouvir mais notícias do Deus que um dia viverá entre nós.
- Ai, é impossível, respondeu o mercador. Esse país fica tão longe que mesmo se viajasses a tua vida inteira não conseguirias lá chegar.
.................................................
- Já vi tantos lugares e tantos povos, mas não posso encontrar o povo que adora o Deus único, porque mesmo que viajasse a vida inteira não conseguiria lá chegar. Por isso, de que me serve viajar mais?
E voltou para a sua terra.
...............................................
E enquanto dormia, ouviu em sonhos uma voz que lhe disse que esperasse, esperasse sempre, pois um dia, a meio da noite, Deus lhe mandaria um sinal.
..............................................
Daí em diante, foi sempre assim. ... quando todos tinham adormecido, sentava-se de novo sozinho, à porta da sua casa, à espera de um sinal de Deus. ... ia envelhecendo, mas todas as noites se sentava à entrada da sua casa, à espera do sinal de Deus. Poisava sempre ao seu lado a pequena caixa de sândalo onde estavam guardadas as pedrinhas com as quais na sua infância jogava o hanacaleic.
...........................................
E o jovem disse:
- Sou o Anjo de Timor. Alegra-te, liurai, porque o Deus que tanto tens esperado se fez homem e desceu hoje à terra. ... Gaspar traz uma caixa com oiro. Melchior uma caixa com mirra e Baltasar uma caixa com incenso.
- Quero ir com eles, exclamou o chefe timorense.
- É impossível. Belém fica tão longe que nem que caminhasses a tua vida inteira lá chegarias.
- Então, Anjo, tu que és mais rápido que o pensamento, leva o meu presente ao Menino. É uma caixa de sândalo que tem lá dentro as pedras com que eu brincava ao caleic quando era pequeno. O Anjo tomou a caixa nas mãos e disse:
- Ainda bem que te lembraste de Lhe mandar um brinquedo.
...........................................
Este Natal, de novo, o Anjo de Timor se ajoelhou e ofereceu uma vez mais a caixa de sândalo e as pedras do caleic:
- Menino Deus, Príncipe da Paz, Deus todo Poderoso, lembra-Te do povo de Timor que por Ti foi confiado à minha guarda. Vê como não cessam de Te invocar, mesmo no meio do massacre. Senhor, libertai-os do seu cativeiro, dai-lhes a paz, a justiça, a liberdade. Dai-lhes a plenitude da Vossa graça.
Glória a Ti, Senhor!




in "O Anjo de Timor"
de Sophia de Mello Breyner Andresen
ilustrações de Graça Morais

retirado de Escritos de Eva


Cardápio - E porque hoje merecemos beber um bom vinho!

Cardápio - E porque hoje merecemos beber um bom vinho! - Máfia da Cova: "Para não variar muito, a aposta da semana vai para mais um tinto alentejano:

ESPORÃO RESERVA TINTO (2000)- P.V.P Aprox.:17 €




Caracterização:
Esporão D.O.C. Reserva 2000 foi criado através da vinificação em estreme das castas Trincadeira, Aragonês e Cabernet Sauvignon. Revela um aroma de fruta madura bem integrado com carvalho americano. O sabor é intenso e profundo com taninos robustos, encorpado e com uma estrutura que lhegarante uma boa evuloção na garrafa. Para preservar a qualidade deste grande vinho, resolvemos não o estabilizar a frio. Não será de estranhar que algum depósito venha a ser com a idade, encontrado no fundo da garrafa. Graça Morais, pi"


retirado da máfia da cova, é um excelente vinho!


marulhos: instante inverso



lamento-me
peno-me
traio-me
sem que o consolo chegue
sequer
a respirar-me
em vida.

e hoje
hoje
foi um
outro dia
de instantes
inversos
em que o amor
vestido de enganos
bordados a nada
me disse

adeus.

nana

marulhos

" metade da minha alma é feita de maresia "


retirado de marulhos, obrigada nana!

Nas Faldas da Serra: ENCONTRO COM A COLECÇÃO DE MANUEL DE BRITO NO CENTRO DE ARTE DO PALÁCIO ANJOS



ENCONTRO COM A COLECÇÃO DE MANUEL DE BRITO NO CENTRO DE ARTE DO PALÁCIO ANJOS

Um ano após o seu falecimento, a notável colecção de arte de Manuel de Brito ficou instalada em Algés, no Palácio Anjos, que após obras de remodelação reabriu em Novembro de 2004, agora com a designação de Centro de Arte- Colecção de Manuel de Brito, reunindo a maior parte do espólio que o fundador da Galeria 111 foi reunindo ao longo de muitas décadas. No próximo fim-de-semana, aquela instituição promove novos encontros com a Colecção de Arte de Manuel de Brito, sábado e domingo, 24 e 25 de Março, belíssima oportunidade para visitar e conhecer aquele museu.

Estaremos assim de volta para mais um encontro sobre uma parte importante do nosso património artistico, muitas vezes deplorado e ignorado. Alguns nossos amigos defendem que é urgente e imperioso divulgar a Colecção Manuel de Brito, reclamando que a Câmara Municipal de Oeiras não o tem feito suficientemente, crítica extensiva à Junta de Freguesia de Algés...

O museu presentemente instalado no Palácio Anjos sob a designação Centro de Arte- Colecção Manuel de Brito, alberga esta colecção de 150 obras de alguns dos artistas portugueses mais importantes do sec. XX. É até muito curioso que estando esta colecção avaliada em 18 milhões de euros, este museu não tenha website nem sequer número de telefone!
A Colecção de Manuel de Brito inclui obras de importantes artistas de representação visual como Almada Negreiros, Mário Eloy, Mário Cesariny, Vieira da Silva, Ângelo de Sousa, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Júlio Pomar, Paula Rego, Graça Morais e Amadeo de Souza-Cardoso , entre muitos outros, muitos deles lançados pelo próprio Manuel de Brito e pela sua histórica Galeria 111.
Termino esta postagem fazendo novamente eco das preocupações dos meus amigos que me transmitiram esta notícia: divulguemos aquela exposição e não nos esqueçamos de a visitar Está em Algés, no Centro de Arte- Colecção de Manuel de Brito, e para quem não conhece, basta lá chegar e perguntar onde fica o Palácio Anjos, que aqui podemos adiantar ficar mesmo junto à Biblioteca Municipal do Parque Anjos, em Algés. É de ir!

texto retirado de Nas Faldas da Serra

Pinturas de Graça Morais ficam na Biblioteca até dia 20


“Silêncios” incluiu 27 obras da artista transmontana

Porque são imagens feitas em silêncio; porque são imagens que falam para dentro; porque são imagens que convidam à reflexão. Eis as razões porque se intitula “Silêncios” o conjunto de 27 obras, pinturas e desenhos, que a mais conhecida das pintoras transmontanas, Graça Morais, tem expostas, desde a sexta-feira da semana passada na Biblioteca Municipal de Chaves. A mostra de Graça Morais é a primeira de três exposições de artistas de renome nacional (Álvaro Siza Vieira e José Rodrigues, serão os próximos), previstas para este ano no âmbito da política cultural da Câmara. No dia da inauguração, a pintora falou precisamente na importância do silêncio “num mundo com tanto barulho”. “Até mesmo no campo é difícil conseguir um ambiente em silêncio”, disse, ao Semanário TRANSMONTANO, Graça Morais, lembrando que o silêncio convida à “reflexão” e ao “pensamento”, ao contrário da cultura dos centros comerciais, onde “ninguém pensa, e somos impelidos a compras aceleradas”. Esta é a primeira exposição de Graça Morais em Chaves, uma cidade que diz muito à artista. “Gosto imenso de Chaves. O meu primeiro marido era de Chaves e passei cá muitos natais”, referiu. O local da exposição também é do agrado da pintora. “São locais de grande frequência e onde se pode conjugar a pintura com a literatura”. A mostra via estar patente ao público até ao próximo dia 20. Quem é Graças Morais? Natural da localidade de Vieiro, em Vila Flor, no distrito de Bragança, Graça Morais é licenciada em pintura pela Escola de Belas Artes do Porto. A sua obra, onde prevalecem rostos e figuras, está marcadamente ligada às suas raízes e à cultura transmontana. Além de uma série de exposições individuais por vários pontos do país, já expôs em galerias de países como Nova Iorque, Itália, Brasil e Espanha. E os seus desenhos ilustram escritores como José Saramago ou Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros. As suas pinturas estão ainda presentes numa série de painéis de azulejos em vários locais do país e, inclusivamente, numa estação de metropolitano em Moscovo, na Rússia.

texto retirado do Semanário Transmontano

Últimos dois dias para ver a exposição de Graça Morais






Referendo: Edite Estrela arremata leilão quadro Graça Morais

A eurodeputada Edite Estrela arrematou hoje um quadro de Graça Morais por 4.150 euros, num leilão do Movimento Cidadania e Respons abilidade pelo Sim, realizado em Lisboa.

Um quadro de Paula Rego foi também ambicionado por muitos dos presentes m as acabou por ser arrematado por um anónimo, por 5.300 euros.

Os dois quadros desenvolvem temáticas relacionadas com a mulher e a maternidade, e faziam parte do lote de obras a leiloar para angariar fundos para apoiar uma resposta favorável à interrupção voluntária da gravidez, no referendo agendado para 11 de Fevereiro.A campanha do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim está orçada em 246,710 euros.

Para além de quadros de Paula Rego e Graça Morais, foram leiloados obras de dezenas de outros artistas, de Carlos Botelho a Maria Keil, de Teresa Dias Coelho a Cutileiro.

Graça de Morais estava presente no leilão tendo comentado à agência Lusa que «não é obrigatório os artistas participarem». «Eu, como mulher, tenho a obrigação de lutar pelo sim e estar ao lado desta causa», sublinhou.

«Desta vez o País não pode continuar a penalizar as mulheres, é uma vergonha» afirmou a pintora, que defende esta causa porque acredita que as mulheres «têm que ser tratadas como pessoas dignas».

O número de pessoas presentes no jantar ultrapassou o limite esperado, atingindo o meio milhar de pessoas de «todas as categorias profissionais, sociais e religiosas», segundo Ana Sara Brito, uma das mandatárias do Movimento.

Apesar do leilão ter começado sexta-feira à noite prolongou-se pela madrugada de sábado. O leilão teve também um momento de humor, onde foi possível regatear na «p raça», um cartão de crédito e um chapéu para refrescar ideias.

Diário Digital / Lusa

Sorteio Natalício


No dia 4 de Janeiro às 18 horas serão sorteados um desenho e uma serigrafia da Pintora Graça Morais. O sorteio é feito a partir dos cartões introduzidos na tômbola (ver foto), exposta no balcão da entrada da Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. Até 14 de Janeiro continuam expostas as Pinturas e Desenhos da Pintora, pertencentes à colecção da Fundação Paço d’Arcos.