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Graça Morais na Gulbenkian



"A minha pintura, os meus desenhos, foram sempre um vaivém entre imagens do passado e do presente. Conto histórias, falo das minhas vivências, do que vi e do que me sensibilizou mais. (...) Fui sempre seduzida pelo mistério e pela liberdade da natureza. O meu mundo, feito de recordações, olhares cúmplices e denunciadores foram e são, por vezes, retratos autobiográficos. As minhas memórias de uma infância difícil e dura, mas também marcada pelo maravilhoso, pelo sagrado, foram e são fundamentais para eu ser o que sou."
Graça Morais


"My paintings and my drawings have always shuttled in the midst of images of the past and images of the present. I tell stories, talk about my experience of life, what I have seen and what moved me most. (...) I have always been seduced by the mystery and the freedom of nature. My world is made up of memories, of looks that are either complicit or accusatory; these have been and still are, at times, autobiographical portraits.My memories of a bleak and difficult childhood also marked with wonder and sacred; these too have been and are fundamental in making me who I am."
Graça Morais


Quadro: Os Cães - Vieiro
1982, Grafite e pastel s/papel
150 x 300 cm
Colecção CAMJAP

No Catálogo:
"Em 1980, Graça Morais solicitou ao Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian um subsídio de pesquisas artísticas para poder concretizar um projecto de investigação em Vieiro, Trás-os-Montes, sua Terra Natal. O projecto intitulou-se As Quatros Estações do Ano, e a artista apresentou-o como uma pesquisa ou trabalho de campo, não apenas no sentido de uma recolha etnográfica, mas envolvendo uma dimensão pessoal de reactivação da memória de tempos e lugares que marcam a infância da artista. As referências aos valores e iconografia da cultura local de Trás-os-Montes acabarão por ser uma das características mais evidentes na obra de Graça Morais, culminando em sequências de trabalho de que resultará o magnífico desenho de Os Cães - Vieiro (1982) aqui apresentado: grande plano, assimetria, profundidade de campo, vertigem, luz intensa, textura - sedimentos da memória vivida na subjectividade e cristalizados na forma plástica"
Ana Filipa Candeias
pág. 192 in Catálogo "50 Anos de Arte Portuguesa"
Edição da FCC e CAMJAP 2007