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Graça Morais - Ritos e Mitos


Graça Morais
Ritos e Mitos
Quarenta anos depois 1974 / 2014



Rostos e gestos, tramas narrativas de sacralidade e morte, cenas de trabalho e rituais, acusam as marcas de uma obra que, não obstante a variação de estratégias formais e criativas que mobiliza, não abdica do real como referência, que aqui é feito de terra e de mistérios ancestrais e tem profunda ligação à memória e aos afectos.

Transfigurado ou metamorfoseado através da distorção e da sobreposição de linhas e formas, capazes de desencadear distintos níveis de leitura, cada obra é metáfora pictórica não só do encontro com o Trás-os-Montes de Graça Morais, mas da interpretação e da inquietante reflexão que, a partir deste território antigo em iminente desagregação, a artista faz do mundo.

Em permanente reinvenção e revisitação de temas e abordagens, a obra de Graça Morais tem vindo a desenvolver-se, ao longo destes quarenta anos, a partir de uma linguagem muito própria, assente em múltiplas derivações e em sucessivas deambulações criativas, que se sobrepõem, combinam ou interrompem e fazem dela uma obra à parte, inconfundível, no contexto da arte contemporânea portuguesa.

A sua prática pictórica não está no registo do pitoresco ou na captação sob ponto de vista etnográfico para memória futura, está antes na exploração de um imaginário e no modo como explana, com grande sinceridade pictórica, o que observa e lhe subtrai a redutora referência naturalista.

A escala cronológica da exposição que agora se apresenta na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, é ampla, reunindo, no domínio do desenho, actividade dorsal do seu processo criativo, uma selecção de trabalhos emblemáticos de séries como, Marias, Metamorfoses, Procissão ou Desenhos de Abril, permitindo, de algum modo, o reencontro com uma grande variação de temas e estilísticas já tratados por Graça Morais.

Patente até 31 de Janeiro de 2015, de Terça a Domingo, das 10h às 17h30.

Comissário: Jorge da Costa
Produção: Sociedade Martins Sarmento
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais


Sociedade Martins Sarmento
Rua Paio Galvão
4814-509 Guimarães
Tel: + 351 253 415969
Fax: + 351 253 519413

Horário de abertura ao público:
Terça a sexta-feira: 9:30/12:00 e 14:00/17:00
Sábado: 9:30/12:00 e 14:00/17:00
Domingo: 10:00/12:00 e 14:00/17:00
Encerra à segunda-feira



La Magia de la Caza



Inauguración de la exposición 5 de Julio a las 21:30 horas en el Centro de Arte Contemporáneo Graça Morais, en Bragança

Graça Morais – Passeio a água d’Alte, 2010. Acrílico sobre lienzo, 73 x 100 cm. Colección del artista.

La Magia de la Caza de Graça Morais
Pintura y Dibujo
5 de Julio de 2014 a 25 de Enero de 2015

En este territorio maravilloso mi gran libertad se manifiesta a través del acto de crear.
Pinto el reino de la metamorfosis donde las perdices, las liebres, los perros, las mujeres y los hombres se funden entre sí con la terra y con las plantas.
Estas pinturas y dibujos pertenecen al orden y al caso de los ciclos de la naturaleza; viven de la lucha y la reconciliación del Animal con el Hombre.
                                                Graça Morais

Como personajes de un drama antiguo, presa y cazador consustancian un conjunto de trabajos realizados por Graça Morais entre 1978 y 1979, en Paris, un inquietante análisis en torno a la estructura de la sociedad tradicional transmontana.

En una aparente visión poética de la vida en el campo, marcada por la exuberancia de la paleta cromática con la que satura los lienzos, Graça Morais introduce, a partir de la temática de la caza, preguntas sobre la legitimidad de un universo pautado por la ambivalencia entre la condición del hombre y la mujer, indiciada por la sutiles juegos de poder y sumisión, de amor y muerte, y nos conduce a mundos paradójicos e inesperados.

Además de lo que es un mero juego de caza y del cazador, a la vez mágico y cruel, el conjunto de trabajos es entendido como una metáfora de deseo y de poder sobre la mujer y cada lienzo tiene implícito la denuncia “de una agresividad viril” o la “brutalidad machista”, que la presencia de objetos como el arma de caza intensifican.

Generalmente muerta, la perdiz, al igual que la liebre, es, así, dentro de su sistema plural de signos, una “especie de Leitmotiv en tantas obras – es una imagen de diferentes significados y de diferentes equivalencias femeninas; ella es víctima del juego del macho, presa de su placer y de una violencia de deseo.”1

Al conjunto de trabajos, presentados a finales de la década de los 70, en el Centro Cultural portugués de la Fundación Calouste Gulbenkian, en Paris, se añade ahora, pasados cuarenta años, una importante serie de trabajos inéditos, realizados en 2010. En un intento de reanudar vínculos con un tema ya tratado, es, en ausencia de la figura del cazador, lo femenino lo que domina cada lienzo o dibujo, bien sea en forma de mujer, liebre o perdiz.

Comisario: Jorge da Costa
Producción: Centro de Arte Contemporáneo Graça Morais
Ayuntamiento de Bragança

1 AZEVEDO, Fernando de – Graça Moraias – Ainda o Mito e a Graça. Coloquio Artes.
Lisboa: Fundación Calouste Gulbenkian, nº 72, (marzo de 1987), págs. 19-25




Centro de Arte Contemporáneo Graça Morais
Calle Abilio Beça, 105
5300-011 Bragança
Tel: (351) 273 302 410
centro.arte@cm-bragança.pt

A Magia da Caça



Inaguração da Exposição

A Magia da Caça de Graça Morais
Pintura e Desenho
5 de Julho às 21h 30

Graça Morais – Passeio a água d’Alte, 2010. Acrílico sobre tela, 73 x 100cm. Colecção da Artista


Neste território maravilhoso a minha grande liberdade manifesta-se no
acto de criar.
Pinto o reino das metamorfoses onde as perdizes, as lebres, os cães, as
mulheres e os homens se fundem entre eles com a terra e com as plantas.
Estas pinturas e desenhos pertencem à ordem e ao caos dos ciclos da
natureza; vivem da luta e da reconciliação do Animal com o Homem.

                                                                                      Graça Morais


Como personagens de um drama antigo, presa e caçador consubstanciam num conjunto de trabalhos realizados por Graça Morais, entre 1978 e 1979, em Paris, uma inquietante análise reflexiva em torno da organização da sociedade tradicional transmontana.

Numa aparente visão poética da vida no campo, marcada pela exuberância da paleta cromática com que satura as telas, Graça Morais introduz, a partir da temática da caça, questões sobre a legitimidade de um universo pautado pela ambivalência entre a condição do homem e da mulher, indiciada pelos subtis jogos de poder e submissão, de amor e morte, e nos conduz a mundos paradoxais e inesperados.

Mais do que um mero jogo de caça e do caçador, simultaneamente mágico e cruel, o conjunto de trabalhos é entendido como uma metáfora do desejo e do poder sobre a mulher e cada tela tem implícita a denúncia “duma agressividade viril” ou de um “brutalismo machista”, que a presença de objectos como a arma de caça intensificam.

Geralmente morta, a perdiz, como a lebre, é, assim, dentro do seu sistema plural de signos, uma “espécie de Leitmotiv em tantas obras – é uma imagem de diferentes significações e de diferentes equivalências femininas; ela é vítima do jogo do macho, presa do seu prazer e de uma violência de desejo.”1

Ao conjunto de trabalhos, apresentados em finais da década de 1970, no Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, associa-se agora, passados quarenta anos, uma significativa série de trabalhos inéditos, realizados em 2010. Numa tentativa de reatar vínculos com o tema já antes tratado, é, na ausência da figura do caçador, o feminino que domina em cada tela ou desenho, seja em forma de mulher, lebre ou perdiz.

Comissário: Jorge da Costa
Produção: Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Câmara Municipal de Bragança

1 AZEVEDO, Fernando de – Graça Morais – Ainda o Mito e a Graça. Colóquio Artes. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, n.º 72, (Março de 1987), pp. 19-25.



CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA GRAÇA MORAIS
Rua Abílio Beça, nº 150
5300 – 011 Bragança - Portugal
Tel: (351) 273 302 410
centro.arte@cm-braganca.pt
www.cm-braganca.pt


Graça Morais - Uma Antologia • Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho, 1970/2013


A inauguração da exposição Uma Antologia - Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho, 1970/2013, de Graça Morais, acontece no próximo dia 30 de Junho, pelas 16h00, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, dia em que comemora o seu 5º aniversário.

Às 18h00 debate sobre a obra de Graça Morais com a participação de Raquel Henriques da Silva e Jorge da Costa, com a presença da artista.



Graça Morais - Uma Antologia • Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho, 1970/2013

Alicerçada numa gramática pictórica única e inconfundível, a prática artística de Graça Morais tem evoluído, ao logo das últimas quatro décadas, em ciclos sucessivos e bem demarcados, que não só configuram a proficiência das diversas fases que compõem a sua obra, como legitimam a coerência do seu todo.

Com inequívoca expressão no contexto da arte contemporânea portuguesa a partir da década de 1980, Graça Morais desenvolveu, à margem de princípios doutrinários dominantes ou movimentos artísticos transitórios, uma linguagem muito própria, assente em múltiplas derivações formais e em sucessivas deambulações criativas, que, não raras vezes, se sobrepõem, interrompem ou combinam, “como se fossem ou pudessem ser estados de uma obra que não se aceita a si mesma, nunca como um encerramento”.

Na comemoração dos seus cinco anos de existência, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais apresenta, pela primeira vez, em todos os espaços expositivos, reunindo, numa cronologia abrangente e exaustiva, a maior mostra antológica da artista, demarcada entre os trabalhos realizados em 1970, enquanto finalista da Escola Superior de Belas Artes do Porto, e uma intervenção efémera nas paredes de uma das salas, criada especificamente para esta ocasião.

A par de um conjunto significativo de obras que nunca tinham sido expostas até ao momento, capazes de surpreender mesmo aqueles que julgam conhecer bem o trabalho de Graça Morais, integram esta antologia obras emblemáticas de séries como “O Rosto e os Frutos”, “Os Cães”, “Cabo Verde”, “As Escolhidas”, “Geografias do Sagrado”, “Deusas da Montanha”, “Olhos Azuis do Mar” ou “Sombras do Medo”.

Comissário: Jorge da Costa
Produção: Centro de Arte Contemporânea Graça Morais; Câmara Municipal de Bragança


30 de Junho a 30 de Novembro
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Rua Abílio Beça, 105
5300 – 011 Bragança
Tel. (351) 273 302 410
centro.arte@cm-braganca.pt
Horário: Terça a Domingo 10h00 / 18h30

Tapeçarias de Portalegre | Centro de Arte Contemporânea Graça Morais


Nós na Arte - Tapeçaria de Portalegre e Arte Contemporânea
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Inauguração hoje, 18 de Maio 2012, às 21:30 horas


Recordo a minha primeira visita à manufactura de Portalegre, em finais dos anos 80. Era a primeira vez que um cartão de minha autoria se transformava numa tapeçaria de enorme beleza. Chamei-lhe Amanlis e é uma peça de grandes dimensões.

Foram feitos sete exemplares dos quais alguns podem ser vistos na Câmara Municipal de Lisboa (Campo Grande), na Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa, na Sede do Montepio Geral e na Fundação Mário Soares.

Reparei que o grande segredo da tapeçaria reside no trabalho minucioso de interpretação e ampliação do meu cartão, feito em primeiro lugar pelas desenhadoras, como se fosse um mapa, com milhares de apontamentos e números, registando no papel milimétrico à escala 1/1 o desenho e as manchas de cor.

Senti-me surpreendida e maravilhada perante a diversidade de cores e tonalidades que as tecedeiras, de uma forma hábil e precisa, manipulam na construção faseada, diariamente, até à conclusão da obra. É um trabalho que resulta de grande conhecimento e experiência técnica, conjugando a habilidade manual com um esforço físico que exige muita tenacidade e concentração. Mais tarde, nos anos 90, foram produzidas mais tapeçarias, a partir de sete novos cartões da minha autoria.

Outra realidade que me toca directamente é o facto de constatar que toda a manufactura está entregue a mulheres, desde a direcção à produção, passando pelas desenhadoras e tecedeiras. Dir-se-ia que os nós de fio de lã se transformam nos laços afectivos que me unem as estas mulheres.

Ao apresentar todas as tapeçarias baseadas nos meus cartões, neste Centro de Arte Contemporânea, sinto uma enorme alegria em poder contribuir para a divulgação e valorização deste projecto cultural que constitui uma actividade inovadora e dinamizadora do nosso património artístico contemporâneo.


Graça Morais
Maio de 2012

Anunciação
200x140 cm

O Canto do Cisne e as Pombinhas da Catrina
146x160 cm

O Sagrado e o Profano
200x270 cm

Tapeçarias disponíveis no catálogo da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre




O Museu da Presidência da República leva aos principais equipamentos culturais da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, até 30 de Setembro próximo, a exposição Nós na Arte – Tapeçaria de Portalegre e Arte Contemporânea.

Agregando em rede os Museus do Douro, Lamego, Côa e Abade de Baçal, o Mosteiro de Salzedas e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, esta exposição reúne centena e meia de tapeçarias de Portalegre e cartões originais para tapeçaria, alguns inéditos, provenientes de várias colecções públicas e privadas.

O Museu do Douro e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais acolhem, respectivamente, a obra de Nadir Afonso e de Graça Morais. Estes núcleos, em nome próprio, reflectem a forte ligação de dois dos mais conceituados artistas da região à tapeçaria. Dedicado também só a um artista – Almada Negreiros, o núcleo do Museu do Côa expõe pela primeira vez no seu conjunto as tapeçarias concebidas a partir dos frescos das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa. No Museu do Abade de Baçal, percorrem-se os diferentes movimentos artísticos e correntes estéticas do século XX, num diálogo entre as obras da colecção permanente e as peças seleccionadas. Esse mesmo diálogo está presente também no Museu de Lamego, onde se cruzam as tapeçarias flamengas do séc. XVI, tesouros nacionais, com tapeçaria histórica portuguesa tecida em Portalegre a partir de cartões originais, fruto de encomendas para grandes edifícios públicos do Estado Novo. Por último, no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas apresentam-se algumas obras emblemáticas de artistas internacionais que elegeram a Manufactura de Portalegre para a produção dos seus trabalhos.

Apesar de cada um destes núcleos permitir uma leitura autónoma, a junção dos seis espaços dá conta da riqueza e da diversidade deste património, afirmação de uma especificidade cultural e testemunho da capacidade de inovar na tradição. O discurso expositivo, ao mesmo tempo que ilustra os mais de 60 anos de actividade da Manufactura de Portalegre, percorre os momentos mais significativos da história da arte contemporânea. E estabelece uma relação entre as obras seleccionadas e as colecções dos próprios equipamentos e o espaço arquitectónico.

Desde a sua fundação, em 2004, que o Museu da Presidência da República tem procurado, numa das suas vertentes programáticas, contribuir para a divulgação e promoção do património artístico e cultural português, enquanto expressão simbólica e material da nossa identidade colectiva. A exposição Nós na Arte – Tapeçaria de Portalegre e Arte Contemporânea surge na sequência natural de uma exposição organizada há dois anos no Palácio de Belém, sobre Tapeçaria de Portalegre e como resposta à estratégia de descentralização cultural, que tem levado o Museu a assinalar a sua presença em todo os concelhos do país, através de múltiplas iniciativas culturais.

in C.M. Bragança

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
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(+351) 273 302 410
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Manufactura de Tapeçarias de Portalegre
Rua Dona Iria Gonçalves, Nº2
7301-901 Portalegre
(+351) 824 530 1400
Galeria
Rua da Academia das Ciências 2J
1200-004 Lisboa
(+351) 21 342 1481

'A Caminhada do Medo" inaugura no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais


De 14 Janeiro 2012 a 31 Março 2012

Inauguração da exposição 'A Caminhada do Medo', dia 14 de Janeiro, às 15 horas. Apresentação pública do livro 'Graça Morais: Prémio de Artes Casino da Póvoa 2011', com a presença de Graça Morais e de Laura Castro, às 16 horas.

A série produzida em 2011 (…) manifesta com total clareza a quantidade e a intensidade das imagens que permanentemente nos rodeiam e assaltam. Todos conhecemos o que é estar sob o impacto da avalanche de imagens de reportagem jornalística que invadem todos os meios de comunicação social e as novas plataformas de divulgação, internet, telemóveis, generalizadas através de um jornalismo popular que capta e difunde no mesmo momento.

Foi sob o efeito das fotografias publicadas em jornais e em revistas que os desenhos foram realizados. O uso dos recortes de jornais que ainda hoje subsiste vem da infância e da juventude, vem da tradição popular de forrar prateleiras com jornais decorativamente recortados, em padrões geométricos básicos e do hábito de os ler nessa circunstância. Os bicos talhados na extremidade do papel de jornal inscrevem-se delicadamente nos desenhos de figura dos anos iniciais da sua carreira. O gosto pela utilização dos jornais manter-se-ia, não apenas nesse registo ornamental, mas como fonte insubstituível de imagens e como uma das vias de levar o quotidiano à pintura.

É uma temática antiga a que se vislumbra nestes trabalhos, do sofrimento, do caos e do medo, de personagens condicionadas por acontecimentos históricos, os mais diversos. Já não peregrinações, mas migrações a caminho de um exílio incerto. Quem melhor do que a artista em retiro para perceber estas deslocações?

Estas podem ser as migrações provocadas pelos dramas humanos das acostagens nocturnas no sul de Itália, dos africanos sedentos de um lugar na Europa, das lutas religiosas e tribais dispersas pela África e pela Ásia, das revoltas nos países árabes, dos massacres fanáticos disseminados um pouco por todo o mundo, dos conflitos urbanos mal identificados.

Laura Castro in Ordem e Desordem do Mundo, Graça Morais: Prémio de Artes Casino da Póvoa 2011; Porto: Cooperativa Árvore, 2011, p. 136


Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
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Terra Quente - Terra Fria · Desenho e pintura 1978 /2002



GRAÇA MORAIS
TERRA QUENTE - TERRA FRIA
Desenho e pintura 1978 /2002
30 de setembro de 2011 a 8 de janeiro de 2012


Todo o ecletismo de referentes, persistentemente reivindicados na produção artística de Graça Morais, de que vem resultando uma pungente e singular iconografia, tem apensa a pertença de lugar.
Transfigurado ou metamorfoseado através da distorção e da sobreposição das formas, capazes de desencadear distintos níveis de leitura ou, não raras vezes, inscrito pelas linhas mínimas do desenho, o universo telúrico e antigo que representa e com o qual vem estabelecendo um diálogo pronunciado e aberto é, como a vontade de o perpetuar, eixo axial do seu trabalho.
Rostos e gestos, objetos e animais, rituais de inverno e cenas de trabalho, tramas narrativas de sacralidade e de morte acusam as marcas de uma obra que, não obstante a variação de estratégias formais e até dos inesperados processos materiais que mobiliza, não abdica do real como referência, que aqui é feito de terra e de mistérios ancestrais, e tem profunda ligação à memória e aos afetos.
A escala cronológica da exposição é ampla, reunindo obras de 1978, da emblemática série “O Rosto e os Frutos”, aos primeiros anos do século XXI, permitindo nas sucessivas inflexões, especialmente no domínio do desenho, o encontro com uma grande variação de temas e estilísticas já tratados por Graça Morais.
Da obra chega-nos, inteira, a imagem da região transmontana, mas distanciada da redutora visão folclorista. A essência está lá: os rituais, as tropelias dos caretos, a solenidade e a bruteza da matança do porco ou a imolação do cordeiro na Páscoa, a dureza das segadas, a caça, as festividades religiosas, o tempo quente das cerejas ou das neblinas invernais, os utensílios de trabalho, as mulheres, a passagem das estações e dos dias, mas chega até nós filtrada pela visão pessoalizada da artista e pela subjetividade das interrogações que é capaz de convocar a partir das inesperadas associações e figurações que nelas adita.
A condição da sua prática pictórica não está, por isso, tanto no registo do pitoresco ou na captação sob ponto de vista etnográfico para memória futura, está antes na exploração de um universo e de um imaginário e no modo como explana, com grande sinceridade pictórica, o que observa, do mesmo modo que lhe subtrai a redutora referência naturalista.
Como os temas, também a escolha dos suportes nunca foi secundário em Graça Morais, ao procurar neles uma plasticidade profícua, capaz até de redefinir a própria obra. Os materiais não funcionam apenas como meros ou ocasionais suportes para as imagens que sobre eles projeta, antes explora continuamente outras texturas, como as grandes lonas de serapilheira, apetrechos de trabalho utilizados em tempos idos na colheita da azeitona, cujas marcas do uso são ainda visíveis e inteiramente assumidas pela composição. Na série “Jorge”, assim titulada pela importância excecional que aí é dada à figura masculina, sobressai o domínio do traço a carvão. O campo semântico é dominado pelas expressões e gestos desajeitados de uma figura que suspende pelas patas uma ave, uma cena que se repete em três lonas com algumas variações, como os desenhos detalhados de ancestrais instrumentos de trabalho com os quais, aparentemente, não parece existir qualquer relação.
É precisamente o modo como formaliza este universo que sai reforçada a singularidade do trabalho de Graça Morais, único “a impor uma linguagem de persistente descoberta e uma figuração que se distingue de qualquer outra pelo que alcança em identidade”, como chegou a referir Fernando de Azevedo.
Terra Quente - Terra Fria convoca, assim, na sua essência, a um encontro com o Trás-os-Montes de Graça Morais, onde cada obra é metáfora pictórica da interpretação e, simultaneamente, da reflexão que, a partir deste território antigo em iminente desagregação, a artista faz do mundo.

                                                                                                                         Jorge da Costa



Comissariado: Jorge da Costa (director do CACGM)
Produção: Centro de Arte Contemporânea Graça Morais / Câmara Municipal de Bragança



Centro de Arte Contemporânea Graça Morais                                        Tel: (351) 273 302 410
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Terra Quente – Terra Fria é um percurso a Trás-os-Montes através da obra de Graça Morais. Um percurso que vive do seu olhar, das suas memórias, da forma como tacteia as pessoas, paisagens, sensações e lhes dá corpo através do seu traço e da sua pintura.

Com um elenco de actores e bailarinos procura-se que este projecto seja um mergulho ao interior dos temas abordados por Graça Morais e que nos transportem ao pulsar da vida, dos rituais e das paisagens transmontanas.

Teatro Municipal de Bragança 30 de Setembro e 1 de Outubro
Auditório ACE Teatro do Bolhão 11 a 23 de Outubro ( de Quinta a Sábado 21:30 e Domingos ás 16:00
Teatro de Vila Real dia 28 de Outubro


Peça de dança contemporânea criada pela coreógrafa Joana Providência a partir da obra de Graça Morais

Mais informação em Teatro do Bolhão



Recortes de imprensa (online):

Uma viagem a Trás-os-Montes através de Graça Morais, Diário de Notícias, 30 de Setembro 2011

“Terra Quente Terra Fria” a nova exposição de Graça Morais, welcome nordeste.pt, 3 Outubro 2011

Viagem a Trás-os-Montes através de Graça Morais, Tribuna do Douro, 3 Outubro 2011

Vídeo Reportagem via Local Visão, 2 Outubro 2011


Concurso nacional “À Descoberta das nossas raízes com Graça Morais”







via LocalVisão


“À Descoberta das nossas raízes com Graça Morais”

[pdf] Regulamento-concurso-expressao.pdf (48.92 Kb)

Regulamento

I – Enquadramento

A Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) com a colaboração do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais organiza no ano lectivo 2010/2011 um novo concurso de Artes Plásticas.

Depois de “olhares sobre” Almada Negreiros, Josefa de Óbidos, Júlio Resende, Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, a APECV aposta numa abordagem mais alargada sobre a obra de uma artista contemporânea: Graça Morais. Mais do que um olhar pretende-se descobrir e entender os caminhos que Graça Morais percorreu e levar os alunos a iniciar uma viagem introspectiva e retrospectiva à procura das suas raízes.

II – Objectivo

O objectivo deste concurso é dar a conhecer às crianças e jovens das escolas portuguesas a obra e o processo artístico da pintora Graça Morais, as interrogações que coloca sobre a sua comunidade, o seu país, a sociedade ...

Ao propormos a pintura de Graça Morais como ponto de partida, pretendemos que os alunos compreendam a sua obra contextualizando-a no tempo e no espaço. A partir daí lançamos o desafio aos professores para que trabalhem com os alunos as memórias e identidades, indo à procura das raízes da comunidade onde os alunos vivem ou donde são oriundos.

III – Participantes

Podem participar no concurso os alunos de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao ensino superior.

IV – Trabalhos

São admitidos a concurso trabalhos artísticos sem restrição de tamanhos, suportes, materiais ou técnicas. Se os alunos optarem por trabalhos digitais os professores deverão certificar-se que se tratam de trabalhos de manipulação ou criação digital originais, não sendo aceite a simples reprodução fotográfica dos trabalhos de alunos, ou com os dados biográficos.

Cada trabalho deverá ser identificado, no verso ou na base, com a etiqueta em anexo.

Cada estabelecimento de ensino poderá participar com cinco trabalhos. Juntamente com os trabalhos deverá ser enviada, devidamente preenchida pelo(a) professor(a) responsável, a ficha de inscrição (em anexo). Qualquer informação relativamente ao concurso será comunicada para o e-mail deste professor.

V – Prazos

Os trabalhos devem ser enviados até ao dia 5 de Abril de 2011 para o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

VI – Júri

Os trabalhos serão apreciados por um júri constituído pela pintora Graça Morais, pelo Director do Centro de Arte Contemporânea, Jorge Costa, pelo coordenador do departamento de Artes Visuais da Escola Superior de Educação de Bragança, Luís Canotilho e pela professora Inês Bárrios (representante da APECV). Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação do júri.

VII – Prémios

Todos os participantes receberão um certificado de participação. Serão constituídos os seguintes grupos para atribuição de prémios:

Pré-escolar (1º, 2º e 3º prémios);

1º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);

2º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);

3º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);

Secundário (1º, 2º e 3º prémios);

Superior (1º, 2º e 3º prémios);

A cerimónia de entrega de prémios e a inauguração da exposição com todos os trabalhos

VIII - Devolução dos trabalhos

Os trabalhos premiados não serão devolvidos, integrando o espólio da APECV. Todos os trabalhos maiores que A3 ou tridimensionais terão de ser levantados no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais no prazo estipulado para a sua devolução. Os restantes trabalhos serão devolvidos no prazo de seis meses a contar da data do final da exposição. Os professores deverão enviar, juntamente com os trabalhos, envelope endereçado e selado com a franquia adequada para esse fim.

IX – Considerações finais

Os professores responsáveis autorizam a APECV a publicar reproduções dos mesmos na sua revista Imaginar, página de Internet e noutras publicações sobre Educação Artística. Será editado um CD com fotografias de todos os trabalhos, que será oferecido a todas as escolas participantes.

Para esse efeito, as escolas deverão fotografar os cinco trabalhos e envia-las para o e-mail foto@apecv.pt. O nome das fotografias deve seguir a seguinte estrutura: nível de ensino, autor, escola e nome do professor.

Exemplo: 2ciclo Joana Martins EB 23 Aurélia de Sousa Prof. Carlos Silva

Organização:

Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual
Rua Dr. Ricardo Jorge, 19 / 2º andar / sala 5 - 4050-514 Porto
Telefone/Fax: 223326617 Telemóvel: 927895721
apecv@apecv.pt
blogue

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Rua Abílio Beça, 105 – 5300-011 Bragança
Telefone: 273302310 Fax: 273202416
centro.arte@cm-braganca.pt


Graça Morais e Júlio Pomar Inauguram Exposições no 2º Aniversário do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança

Graça Morais e Júlio Pomar Inauguram Exposições no 2º Aniversário do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança


Convite

A Câmara Municipal de Bragança convida V.ª Ex.ª para a inauguração da exposição Júlio Pomar - Uma Antologia e da nova exposição do acervo Graça Morais, Retratos e Auto-retratos, a realizar no próximo dia 30 de Junho, pelas 18h30, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que comemora o 2º aniversário.

Dia 1 de Julho, 18h00

Sessão de homenagem a Júlio Pomar, com intervenções de Laura Castro e Vasco Graça Moura, seguidas de momento musical por Pedro Caldeira Cabral

Júlio Pomar - Uma Antologia
30 de Junho a 17 de Outubro

Demarcada por períodos muito distintos, a obra de Júlio Pomar (Lisboa, 1926), um dos mais notáveis artistas do panorama da pintura portuguesa do século XX com amplo reconhecimento internacional, alicerça-se, desde as primeiras obras, numa estética de contínua experimentação. Embora a sua prática artística tenha na pintura a expressão fundadora, são frequentes as incursões a outras possibilidades compósitas na construção de uma obra que se estende a mais de seis décadas (…)

A presente exposição, organizada a partir de um discurso expositivo onde o critério cronológico é particularmente evidente, procura estabelecer, dentro das possibilidades do espaço arquitectónico do museu, o reencontro do espectador com cada um dos períodos, temas e obras mais marcantes da sua prolífica produção artística.

Comissariado: Jorge da Costa
Produção: Câmara Municipal de Bragança



Graça Morais - Retratos e Auto-Retratos
30 de Junho a 17 de Outubro

«Estranhas criaturas povoam a pintura de Graça Morais, mas são sempre figuras que dramaticamente se impõem num espaço plástico onde é difícil construir narrativas verbalizáveis, ou conotar com alguma espécie de naturalismo estas personagens que dir-se-ia pertencerem a um mundo onírico muito particular (…) Dando ao mundo um séquito de personagens que inventa, e que a inventam a ela, Graça Morais, como se estivesse a reabilitar um universo onde os loucos, os desprotegidos, os inocentes e as figuras de ficção naturalmente convivessem, mas olhando frontalmente para a vida que lhes foi conferida, reclamando o seu direito à existência plena, existência que prodigamente vai saindo das mãos da pintora.»

Cf. Sílvia Chicó
in ‘Graça Morais - Retratos e Auto-Retratos’, 2005



Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
breve apresentação


O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, inaugurado em Junho de 2008, tem origem no protocolo celebrado em Fevereiro de 1999 entre os municípios de Bragança e Zamora.

Com uma forte aposta na cultura como factor de modernização e competitividade, o projecto foi desenhado com a perspectiva de estreitar relações culturais entre as duas cidades, tornando-as capazes de implementar o conceito de Pólo Cultural Transfronteiriço, integrando-as desse modo em roteiros nacionais e internacionais.


O projecto ganha consistência a 26 de Fevereiro de 2001, com a assinatura do protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Bragança e a Fundação de Serralves.

Em Outubro de 2002 é formalizada a sua candidatura ao programa INTERREG IIIA, com a designação de “Projecto Transmuseus(pdf)”, na qual se incluía a construção do Centro de Arte Contemporânea de Bragança, com um projecto do arquitecto Eduardo Souto Moura e a construção do Museu Baltasar Lobo [www.mbaltasarlobo.com], em Zamora, da autoria do arquitecto José Rafael Moneo.


Situado em pleno centro histórico da cidade, entre duas importantes artérias da cidade, a rua Abílio Beça e a Emídio Navarro e com vista privilegiada para a centenária Praça da Sé, o Centro de Arte ocupa um edifício do Séc. XVIII mandado edificar por Francisco Xavier da Veiga Cabral e adquirido posteriormente por José Sá Vargas. Em 1936, por testamento, o imóvel passa a propriedade da Santa Casa da Misericórdia, tendo sido adquirido em 1940, em hasta pública, pelo Banco de Portugal para aí instalar uma delegação que manteve em actividade até Março de 1993.

Em completo estado de abandono, e depois de um longo período de negociações, iniciadas em 1998, o edifício foi adquirido pela Câmara Municipal em 2002.


As obras de recuperação e adaptação do antigo solar e que dão corpo ao trabalho arquitectónico de Souto Moura tiveram inicio em Outubro de 2004 e prolongaram-se até Junho de 2008.

Resultante de decisão unânime tomada em Reunião de Câmara foi posteriormente atribuído ao equipamento o nome da pintora transmontana Graça Morais, firmado num protocolo de Cooperação e Contrato de Comodato, celebrado a 25 de Abril de 2007.


Os trabalhos de recuperação do edifício solarengo ou a ampliação do equipamento, denunciado pelo emaranhado da estrutura metálica, foram dando forma a um espaço arquitectónico de excelência, equipado com a mais moderna tecnologia.


Numa arquitectura, onde o branco é tom dominante e cada pormenor denuncia a assinatura do autor, ganham dimensão uma multiplicidade de espaços como a zona de recepção, a livraria, o bar/cafetaria, a esplanada, o jardim, sete salas dedicadas à obra da pintora Graça Morais, salas de serviço educativo, gabinetes de trabalho, sala de reuniões, galeria de exposições temporárias, balneários, oficinas, zona de recepção de obras, a reserva de colecção e a grande nave de exposições temporárias.
Em Junho de 2008 “Desenho e pintura 1982 – 2005” da colecção Graça Morais e “As cores não dizem nada”, de Gerardo Burmester foram os primeiros projectos artísticos a ocupar os espaços expositivos do Centro de Arte.

Em 2009 o Prémio Internacional de Arquitectura pela construção do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança foi atribuído ao arquitecto Eduardo Souto de Moura pelo "The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design", EUA, em parceria com o "The European Centre for Architecture and Urban Studies".

Director do CACGM - Jorge da Costa
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais Rua Abílio Beça, 105 5300 – 011 Bragança
Contactos - telefone: (351) 273 302 410 | fax: (351) 273 202 416 | e-mail: centro.arte@cm-braganca.pt
Horários - De Terça-Feira a Domingo: Manhã: 10h00 - 12h30 Tarde: 14h00 - 18h30 Encerra à segunda-feira
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Colectivas e Individuais no Espaço de Exposições Temporárias

Luís Melo
16 de Janeiro de 2010 a 30 de Março de 2010
Dono de um traço apurado, Luís Melo insere-se no grupo de artistas que, de um modo consciente, procurou, numa abordagem contemporânea, explorar [...]


João Cutileiro
Escultura, Desenho e Fotografia
24 de Outubro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010
A fotografia, como o desenho, expressão [...]


Paula Rego
Na Colecção de Arte Manuel de Brito
30 de Junho de 2009 a 15 de Outubro de 2009
O desenho, mais do que a pintura, constitui a actividade dorsal no processo criativo de Paula Rego, artista que ocupa, pela singularidade da sua figuração pictórica, um lugar isolado no contexto artístico nacional e internacional.[...]


Arte Partilhada Millennium BCP
Um Século de Pintura Portuguesa
04 de Maio de 2009 a 25 de Junho de 2009
António Silva Porto, José Malhoa, José Júlio de Sousa Pinto, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Viana, Amadeo de Souza-Cardoso, Carlos Botelho, Dórdio Gomes, José de Almada Negreiros, Maria Helena Vieira da Silva, Joaquim rodrigo, João Hogan, [...]


Em Bragança - Apontamentos de Arte Contemporânea
Colectiva de Pintura, Desenho Escultura e Vídeo
15 de Março de 2009 a 05 de Maio de 2009
Francisco Vidal, Gabriel Abrantes, João Francisco, Martinho Costa, João Leonardo, Pedro Gomes e Samuel Rama


Na Colecção da Fundação de Serralves
Escultura Abstracta nas décadas de 1960-1970
12 de Dezembro de 2008 a 28 de Fevereiro de 2009
Armando Alves, Alfredo Queiroz Ribeiro, Ângelo de Sousa, Joaquim Vieira, João Machado, José Rodrigues e Zulmiro de Carvalho.


Gerardo Burmester
As cores não dizem nada
30 de Junho de 2008 a 31 de Outubro de 2008
Gerardo Burmester começa a apresentar o seu trabalho na segunda metade da década de 70, desenvolvendo várias acções performativas e configurando uma obra pictórica que associa referências neo-românticas à crítica irónica [...]


Exposições Anteriores no Espaço Graça Morais

Graça Morais - O Sagrado e Profano
Pintura e Desenho 1986/87
30 de Junho de 2009 a 10 de Janeiro de 2010
O confronto do profano com o sagrado torna-se aqui, pela subversão, a matéria principal onde a artista perspectiva, pelo desenho e pela pintura, distintas extensões da espiritualidade. Títulos como Sagrado e Profano, Erotismo e Morte, Sedução e Paixão [...]


Graça Morais - Segredos
Pintura e desenho – 2008
14 de Março de 2009 a 25 de Junho de 2009
O registo diarístico, onde a palavra ganha a mesma dimensão da pintura, confere ao mais recente trabalho de Graça Morais um carácter profundamente intimista. A habitual cosmologia de referência, adstrita à condição humana de um universo antigo e vincadamente [...]


Graça Morais - As Escolhidas
Pintura e desenho -1994
12 de Dezembro de 2008 a 28 de Fevereiro de 2009
A essas mulheres foi dado o nome de Escolhidas. Aparecendo na fadiga do quotidiano rural estampada em olhares mansamente dolorosos, são elas quem faz crescer as árvores e os filhos. Quem colhe os frutos e alimenta os animais. (…) Tal como se nos deparam [...]


Graça Morais
Desenho e Pintura 1982 – 2005
30 de Junho de 2008 a 31 de Outubro de 2008
A pintura e o desenho sempre se cruzaram na obra de Graça Morais. A representação da figura associa-se à expressão do gesto nas linhas do desenho ou na tintagem da aguarela que convertem cada trabalho em papel numa condensação do que será nas suas telas [...]


Recorte de imprensa do Mensageiro de Bragança online (Janeiro 2010)

Considerado dos maiores pintores portugueses, as obras de Júlio Pomar passarão por Bragança este ano, no verão, a convite de Graça Morais

O pintor português Júlio Pomar vai trazer as suas obras para expor em Bragança, no Centro de Arte Contemporânea, já neste verão. A escolha foi da artista Graça Morais, que assume ter com Júlio Pomar uma “relação de cumplicidade” de vários anos. De três em três meses, um artista ou uma colectiva expõe no Centro de Arte. Ao mesmo tempo, Graça Morais, artista residente, altera também o seu acervo, embora agora o faça apenas de seis em seis meses uma vez que se encontra em “franca produção”.

As escolhas são feitas pelo director do espaço cultural, em parceria com outros colaboradores, mas, todos os anos, há um artista que é escolha exclusiva de Graça Morais. Foi assim, no ano passado, com Paula Rego, será assim, neste verão, com a vinda de Júlio Pomar. Graça Morais irá preparar toda uma exposição relacionada com o acervo que o pintor trará a Bragança e que irá “relatar”, metaforicamente, a cumplicidade dos dois artistas. “Farei algo que tenha a ver com a nossa cumplicidade e com a nossa vivência”, contou Graça Morais ao Mensageiro. “Júlio Pomar é um pintor de alguma idade, continua a trabalhar imenso e é uma pessoa que admiro muito e de quem sou muito amiga”. Para a região transmontana esta será a “grande oportunidade” de ver de perto a obra daquele que é considerado um dos maiores pintores portugueses.

É algo que Graça Morais qualifica mesmo como “extraordinário”, não só para o Centro de Arte Contemporânea, mas para todo o país.

Júlio Pomar nasceu em Lisboa, em 1926, e com apenas oito anos de idade começou a frequentar aulas de desenho. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas Artes de Lisboa e Porto e, em 1963, instalou-se em Paris.

Opositor do regime de Salazar, Júlio Pomar fez muitas vezes da arte um veículo de intervenção sócio-política. Uma das suas obras mais emblemáticas foi o mural que fez para a decoração do Cinema Batalha, no Porto, que foi mandado destruir pela polícia política poucos meses depois da abertura da sala ao público.

Anos mais tarde, Júlio Pomar afirmaria que foi Salazar que fez dele um pintor já que, foi por causa de algumas obras que se viu impedido de seguir a carreira de docente e, sem qualquer outro suporte financeiro, viu-se “obrigado” a viver da sua produção artística. A sua longa carreira leva, no entanto, a que a sua pintura seja hoje considerada como “transversal a todos os principais movimentos surgidos nos últimos sessenta anos”, sendo um dos artistas portugueses mais reconhecidos, com uma obra diversificada, desenvolvida ao longo de mais de 50 anos de trabalho.


Citação: Lei da intermitência é assunto urgente

Se Gabriela Canavilhas "aceitou o cargo [de ministra da Cultura] é porque quer trabalhar, dar uma volta à cultura", defende Graça Morais. O carimbo de urgente coloca-o na lei da intermitência. "Os artistas, quando ficam sem trabalho, passam por situações de grandes dificuldades. É preciso, que tal como acontece com outros profissionais, também tenham direito a subsídio de desemprego", afirma. É com optimismo que refere uma reunião com José Sócrates em que o primeiro-ministro prometeu dar mais apoio à cultura nesta legislatura do que na anterior.

in Diário de Notícias



Centro de Arte Contemporânea Graça Morais: 'As três faces de Cutileiro'


Mostra em Bragança com escultura, desenho e fotografia

GLÓRIA LOPES

Abre hoje ao público, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, uma exposição de João Cutileiro, que abarca três das linguagens usadas pelo artista, concretamente a escultura, o desenho e a fotografia.

Mal se transpõe a porta de entrada daquele centro de arte, surgem dois poderosos guerreiros, erguidos peça a peça depois de cinzelados no mármore pequenos paralelepípedos. A escultura é o grande sinal distintivo de João Cutileiro, mas é a fotografia que marca a diferença desta exposição, por se tratar de uma expressão menos divulgada na obra do artista.

A fotografia surgiu cedo na carreira do escultor, contudo, teve períodos de menos regularidade do que as outras duas, e, sobretudo, teve menos divulgação, por ter estado mais afastada do percurso expositivo.

O rés-do-chão do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais recebe cerca de 30 fotografias, retiradas das paredes da casa do escultor, que constituem apenas uma pequena parte da vasta produção de retratos que produziu ao longo da vida, do qual se destacam os de figuras gradas das artes e letras, como os pintores Vieira da Silva e Arpad Szenes, a escritora nobelizada Doris Lessin, o escultor Rui Chaves, a artista plástica Fernanda Fragateiro ou a actriz Maria do Céu Guerra.

Há muitos mais para ver. Esta série de retratos foi apresentada pela primeira vez em 1961, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, também em conjunto com a escultura e o desenho, tal como em Bragança.

A exposição foi comissariada por José Alberto e Jorge Costa, director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que explicou que a maior preocupação foi "mostrar" o trabalho fotográfico de João Cutileiro. "A fotografia sempre acompanhou o trabalho dele, desde cedo. Aliás, ele sempre procurou formas que acelerassem o processo criativo, mesmo na escultura, e a fotografia permite-lhe isso mesmo", referiu Jorge Costa.

Trata-se de um trabalho que poucas vezes foi mostrado, apesar das centenas de exposições que o escultor fez ao longo da carreira.

Esta é a quarta ou quinta vez que as fotografias são apresentadas publicamente. Mantém-se como uma faceta do artista quase desconhecida pelo grande público. "Esta exposição é extraordinária também por isso", acrescentou o director do centro de arte brigantino.

Apesar de ser um registo menos imediato do que a fotografia, os desenhos que fazem parte desta exposição de Cutileiro eternizam uma série de instantes eróticos femininos, uma espécie de citações evocativas dos traços da Olympias de Manet ou da Vénus de Boticelli.

Estes desenhos ocupam as paredes da bela sala do primeiro andar, que nasceu do traço do arquitecto Souto Moura. Também ali está patente a escultura talhada em blocos de mármore de tons rosados, que denunciam os distintos graus de acabamento de cada uma. Mais polidas umas, outras revelando as imperfeições da pedra e as marcas dos cortes feitos pela rebarbadora. Pássaros, peixes, figuras humanas e árvores são os temas predominantes.

A exposição mantém-se patente até ao dia 10 de Janeiro.

in Jornal de Notícias


Centro de Arte Contemporânea Graça Morais galardoado com prémio internacional de arquitectura



É mais um prémio para o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, de Bragança.

O arquitecto que projectou o edifício venceu um prémio de arquitectura na Finlândia.

Souto Moura foi galardoado pelo The Chicago Athenaeum Museum of Architecture em parceria com o The European Centre for Architecture Award for 2009.

Trata-se de um prémio de arquitectura dos mais prestigiados a nível internacional, na vertente da construção moderna.

Em apreciação estavam mais de mil projectos de todo o mundo.

O júri, reunido em Helsínquia, decidiu premiar o projecto do Centro de Arte Contemporânea.

Quem ficou satisfeito foi o presidente da câmara de Bragança.

“A atribuição deste prémio ao arquitecto Souto Moura com o projecto de Centro de Arte Contemporânea é um sinal muito positivo para Bragança. Esta iniciativa premeia o bom desenho urbano.”

Além do prémio, a partir de Novembro, os trabalhos galardoados vão integrar uma exposição itinerante que vai percorrer toda a Europa.

Para Jorge Nunes esta distinção vai trazer mais gente a Bragança para visitar o espaço.

“Normalmente, com os projectos seleccionados fazem exposições itinerantes. A nossa cidade vai estar em diversos locais da América e da Ásia, eventualmente. E o nome de Bragança vai surgir a partir de um projecto de referência. E vai chamar gente. É um chamariz para os investigadores e estudantes de arquitectura. É uma mais-valia.”

De recordar que já no ano passado o Instituto de Turismo de Portugal tinha atribuído um prémio ao Centro de Arte Contemporânea.

in Brigantia

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais  - link


Centro de Arte Contemporanea de Bragança - Visita Guiada com Graça Morais



Graça Morais entrevistada por João Faiões. SIC Bragança. Imagem Fernando Nunes

Exposição permanente de pintura e desenho - Graça Morais 1982-2005
centro.arte@cm-braganca.pt
http://www.cm-braganca.pt/
(351) 273 302 410

Graça Morais baptiza Centro de Arte

Graça Morais dá nome a museu


Equipamento, a inaugurar no próximo Outono, será dedicado à pintora transmontana





O Museu de Arte Contemporânea de Bragança vai adoptar o nome da pintora Graça Morais.

A escolha, anunciada ontem, em Assembleia Municipal, recaiu sobre a artista devido às suas origens transmontanas, mas, sobretudo, “numa atitude de reconhecimento pela sua obra”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes.
O espaço, que deverá abrir em Outubro ou Novembro, vai acolher sete salas de exposição permanente que serão ocupadas, exclusivamente, com trabalhos de Graça Morais, disponibilizados pela própria pintora. “Celebrámos um protocolo, no qual ficou estabelecido que a artista faria uma doação ao museu. As suas restantes obras ficarão em regime de comodato”, informou o autarca.
Deste modo, para exibição permanente, Graça Morais oferece 50 desenhos e pinturas sobre papel e duas telas denominadas “Maria” e “Delmina”. Já em regime de comodato, a artista cede, pelo período de dez anos, as pinturas e desenhos necessários para preencher todas as salas do espaço destinado à exposição permanente.
“Como vai concentrar obras de apenas uma artista pode atrair mais visitantes a Bragança”, sublinhou o edil.
Para Jorge Nunes, a exposição permanente de Graça Morais é uma mais-valia para a cidade. “É um pormenor diferenciador, porque se uma pessoa de qualquer sítio quiser conhecer o trabalho da pintora sabe que terá que se deslocar a Bragança”, assevera o autarca.



retirado do Mensageiro de Bragança